Novo Accord chega na versão V6

Apesar do “face-lift”, o novo Honda Accord mais evoluiu do que mudou. Na frente, capô, para-choques, conjuntos óticos e grade estão diferentes, mas nem tanto. A traseira teve alterações ainda mais sutis:

para-choque e lanternas. A lógica do design se manteve a mesma de quando esta nona geração foi apresentada, em 2012. No entanto, o sedã médio-grande ganhou uma série de recursos que o tornaram mais seguro, interativo e tecnológico.

Para o Brasil, a marca japonesa decidiu trazer dos Estados Unidos – o modelo é feito no estado de Ohio – apenas a versão EX-L V6, uma das mais completas (a de topo mesmo é a Touring).

E a função é bem clara: ser um carro de imagem. A projeção de vendas é de míseras 10 unidades mensais.

A pequena freguesia nem é por causa do preço que, para o segmento, é razoável. O modelo está nas concessionárias oferecido por R$ 156.300. O Camry, médio-grande da arquirrival Toyota, sai a R$ 180 mil. Já o Azera, da sulcoreana Hyundai, fica em R$ 167 mil. Só perde mesmo para o “horsconcours” Ford Fusion, que sai na versão de topo a R$ 137 mil. Acontece que essa faixa de mercado é bem concorrida.

Entram nela os modelos mais completos dos sedãs médios de luxo alemães. Por tudo isso, a Honda faz uma projeção parecida com a do ano passado, quando vendeu 100 carros, e desenha o perfil de seus possíveis interessados como “fãs da marca”.

De fato, o Accord oferece bons motivos para despertar a admiração.

As tecnologias implementadas são para o uso efetivo, sem apelar para o encantamento de luzes piscantes ou recursos mirabolantes. Um bom exemplo disso é o LaneWatch, que elimina os pontos cegos com uma câmara instalada no retrovisor, que exibe em um dos monitores do painel a lateral direita sempre que a seta é acionada. Outro recurso inovador no segmento é o sistema que elimina ruídos e vibrações ao transmitir ondas contrárias na mesma freqüência sonora.

O motor é o mesmo 3.5 litros V6 de 280 cv de potência e 34,9 kgfm de torque. Ele conta um sistema de economia de combustível que desconecta metade dos cilindros quando não há solitação de potência. Como as vibrações de um propuslor com três cilindros são bem diferentes das de um com seis, o V6 foi instalado sobre coxins eletro-hidráulicos, controlados eletronicamente.

De carona neste “face-lift” da nona geração, outras mudanças foram  promovidas no Accord. Caso dos novos conjuntos óticos, que passaram a ser totalmente em LED. Na traseira, as lanternas ganharam LED e a tampa do porta-malas ostenta agora um discreto spoiler. Nada que altere a personalidade desse sedã, que une como poucos tecnologia e racionalidade.

(Eduardo Rocha/AutoPress)


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