ENTREVISTA

Novo comandante do CPAM-12, coronel José Raposo de Faria Neto, diz como será o combate à criminalidade na região

NOVO Comandante do CPAM-12, José Raposo de Faria Neto, revela mudanças no 17º e 35º batalhões, de Mogi e Suzano, respectivamente. (Foto: divulgação)

O coronel José Raposo de Faria Neto, de 49 anos, morador em São Paulo, foi designado para comandar o CPAM-12 (Comando de Policiamento Área Metropolitana), que mantém sob sua jurisdição Mogi das Cruzes e mais sete municípios da região do Alto Tietê. Na entrevista a O Diário, nesta quarta-feira, ele revela que pela primeira vez, o comando do 17º BPM/M, em Mogi das Cruzes, ficará a cargo de uma mulher, a tenente-coronel Patrícia Felix de Souza Renesto da Silva.

Já em Suzano, o 32º Batalhão, será comandado pelo marido dela, o também recém-promovido Marcos André Renesto da Silva. O oficial superior ainda destaca o empenho da Polícia Militar na sua gestão de combate à criminalidade e contra a pandemia do novo coronavírus.

O senhor é de São Paulo ?

Eu fui promovido a coronel em 20 de fevereiro e, desde então, eu estava trabalhando na Escola de Educação Física, em São Paulo, como responsável pela capacitação e técnica operacional. Antes disso, trabalhei na região Sul de São Paulo, na área de Interlagos e Grajaú, e atuei em outro tempo no Batalhão de Itaquera, na zona leste.

Já conhecia a região do Alto Tietê?

Já tinha passado por aqui, conheci o município de Salesópolis e passei por Mogi, mas trabalhando ainda não tinha tido a oportunidade. Esta é a primeira vez.

Ao assumir no último dia 6, o que encontrou aqui?

Ao assumir o meu trabalho, eu tive uma impressão muito positiva. O meu antecessor coronel Wagner Prado fez um bom trabalho. A gente tem encontrado uma unidade ativa e estamos com muitos projetos em andamento. É estimulante ter vindo para cá, estou contente.

Pode dizer se vai fazer alterações de comando nos batalhões: 17º, em Mogi, 32º, em Suzano, e 35º, em Itaquá, principalmente agora, em razão das promoções de 10 oficiais no último dia 24?

Justamente hoje (quarta-feira), nós tivemos movimentação de tenentes-coronéis. A Polícia Militar teve as promoções e, infelizmente, o major Relder (Sandro de Souza), que já comandou o 17º BPM/M, não foi promovido. Esperávamos a promoção dele, mas não sabemos o que aconteceu. A promoção por merecimento decorre de uma análise de desempenho e de mérito, é feita no Alto Comando. Ele é um bom oficial e já tinha tempo para passar à inatividade. Diante da questão, ele escolheu a inatividade.

Quem será indicado comandante do 17º Batalhão e ainda dos 32º e 35º batalhões?

Nós já estamos classificando hoje todos os coronéis promovidos nos batalhões, o que dará maior gestão para cada unidade. Em Mogi (17º), assumiu a comandante Patrícia (Felix de Souza Renesto da Silva), que já era subcomandante. Em Suzano (32º) fica agora como comandante o promovido a tenente-coronel Marcos André Renesto da Silva. Ele é casado com a Patrícia e os dois se formaram juntos na Academia da Polícia Militar (início da carreira) e agora foram promovidos no mesmo dia. A Patrícia é uma oficial de Mogi que conhece toda a região e já está fazendo reuniões. Um outro tenente-coronel vai assumir o 35º BPM/M, em Itaquá. Ele está chegando.

A Polícia Militar já combate o tráfico de entorpecentes com elevado número de prisões, mas está previsto aumentar a captura de autores de roubos e furtos em Mogi e municípios vizinhos?

O tráfico que é um flagelo de nossa sociedade, vamos combater isso, sempre. Em relação aos crimes contra o patrimônio, a gente já tem como meta o combate por conta dos indicadores de criminalidade. Os índices vão continuar como objeto de interesse, sempre sendo monitorados. A gestão operacional da Polícia Militar não vai mudar com o novo comando. Vamos buscar uma sinergia entre os batalhões. No comando do CPA poderemos ajudar os batalhões na coordenação para evitar a migração de crimes. O policiamento sempre estará presente nas ruas para evitar atos de violência contra pessoas.

Quais os cuidados tomados pela Polícia Militar quanto à pandemia do novo coronavírus?

Temos um protocolo muito intenso de controle. Assim que o assunto começou a ganhar mais expressão, a Polícia Militar fez arranjos internos e de escala, de modo a gerar afastamento e menos concentração de pessoas. Conseguimos dividir o expediente em dois. Isso foi o suficiente para evitar agravamento no efetivo administrativo. Para o efetivo operacional, a Corporação realizou procedimentos específicos como no atendimento de ocorrências com o uso de equipamentos de proteção. As viaturas são equipadas e higienizadas. Foram feitos trabalhos logístico e de orientação para os policiais e o público. O número de afetados é móvel. Hoje (quarta-feira) temos baixo índice de contágio, considerando 1.300 policiais na região, há 6 afastados por contrair o coronavírus e 14 com suspeitas. Já tivemos 30.

Para finalizar, o senhor vai interagir com a comunidade e os órgãos constituídos?

Sempre estarei à disposição. Nós vamos fazer a nossa parte. Não existe Polícia sem trabalhar junto com a sociedade. A Polícia Militar aqui estará trabalhando em parceria. E quando for preciso, sem dúvidas, buscaremos também apoio.


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