EDITORIAL

Novo Normal

Diego Cápua

Quando vemos nas mídias, nas redes sociais e nas conversas que teremos que aprender a viver o “novo normal”, muitas vezes parece um bicho de 7 cabeças, mas, todo mundo já parou para pensar: há muito tempo estamos vivendo um novo normal. Com a evolução acelerada que estamos vivendo principalmente nos últimos 15 anos, são rápidas as mudanças de hábitos e costumes, de forma que a sociedade vem se adaptando com uma relativa tranquilidade às novidades. Claro que alguns embates ou choques acabam existindo, mas aos poucos o equilíbrio vem à tona e a sociedade segue em seu rimo normal, acompanhando as modificações ocorridas.

Claro que a Covid-19 assusta um pouco mais. Quando as notícias começaram a surgir, com mortes, isso assustou, principalmente em virtude de que a doença é oriunda da China, um país com um histórico não muito bom com relação à transparência nas informações, principalmente quando se trata de doenças. O mundo não sabia o que fazer, a disseminação se mostrou alta e países foram obrigados a fechar. Hoje alguns locais já estão voltando às atividades, tudo com adaptações, em alguns houve retorno de restrições, mas a vida vai seguindo.

Porém, vamos continuar nossas vidas. Não haverá um novo normal, apenas o normal, com uma vida adaptada as mudanças cotidianas, de forma que aos poucos não teremos essa dicotomia exacerbada entre o antes e depois da pandemia. Primeiro veio o susto da mudança repentina, mas agora virá a adaptação, algo que o ser humano está muito acostumado, afinal somos a espécie dominante do planeta. Se já superamos uma era do gelo, a idade média, a gripe espanhola e as duas guerras mundiais, também passaremos por esse período. Vamos nos adaptar e evoluir, com grandes chances de sermos um pouco melhores.

Diego Cápua e advogado


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