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Novo Volkswagen Jetta chega para se destacar entre os sedãs médios

O novo Volkswagen Jetta chega em duas versões no Brasil, sempre com a mesma motorização (Foto Eduardo Rocha/AutoPress)

A Volkswagen se debruçou sobre a planilha de custo na hora de definir como seria o conteúdo do novo Jetta no Brasil. O modelo, que é importado do México, vem com a missão de tornar a marca competiviva entre os sedãs médios – o Jetta atual nunca fica entre os três mais vendidos. Para racionalizar o trabalho, a montadora reduziu ao mínimo as variações de conteúdo. São apenas duas versões, Comfortline e R-Line, com poucas diferenças entre si. Inclusive no preço. A versão mais barata, Comfortline, custa R$ 109.990 enquanto a top, R-Line, sai a R$ 119.990.

O novo Jetta chega custando R$ 110 mil e R$ 120 mil e em ambas versões vem sempre bem equipado (Foto Eduardo Rocha/AutoPress)

O modelo desembarca nas concessionárias da marca com apenas dois opcionais: teto solar, por R$ 4.990, e pintura metálica, por R$ 1.480, ou perolizada, por R$ 1.580. No mais, tudo é de série: ar-condicionado com duas zonas, seis airbags, controle de estabilidade e tração, diferencial com bloqueio eletrônico, revestimento em couro sintético, sistema multimídia com tela sensível ao toque de oito polegadas com espelhamento de smatphone, chave presencial para travas e ignição, frenagem de emergência em manobras, câmara de ré combinada com sensores dianteiros e traseiros, rodas de liga leve de 17 polegadas, sensores de luz e chuva e faróis e luzes diurnas em LED.

Por enquanto o Jetta só está disponível com a motorização 1.4 litro turbo de 150 cv de potência (Foto Eduardo Rocha/AutoPress)

Pelos R$ 10 mil a mais da versão R-Line, o Jetta adiciona diversos itens que apontam para a condução semiautônoma, como controle de cruzeiro adaptativo, sistema de frenagem de emergência, alerta de colisão e farol alto automático. A R-Line traz ainda painel de instrumentos digital configurável, detector de fadiga e emblemas referentes à configuração no para-lama dianteiro e nas soleiras das portas. No visual, a maior diferença entre as versões fica no desenho dos para-choques e na grade dianteira, que tem frisos cromados em cada filete na Comfortline e uma barra cromada na parte superior na R-Line, que é em preto brilhante.

Também no interior, o novo Jetta traz a nova identidade visual dos novos modelos da Volkswagen (Foto Eduardo Rocha/AutoPress)

Sob o capô, sempre o motor 250 TSI, 1.4 litro turbo flex, produzido em São Carlos (SP) e enviado para a fábrica mexicana de Puebla, para voltar ao Brasil na sequência. Ele é o mesmo propulsor que equipava o Jetta anterior, que era produzido no Paraná, e rende 150 cv de potência a 5.000 giros e 25,5 kgfm de torque entre 1.400 e 3.500 rpm. O propulsor conversa sempre com um câmbio automático de seis marchas. Para janeiro de 2019, está prevista a chegada do sedã com um 2.0 turbo de 230 cv, igual ao utilizado no Golf GTI.

Com o novo Jetta, a VW espera competir de igual para igual com Honda Civic, Chevrolet Cruze e Toyota Corolla (Foto Eduardo Rocha/AutoPress)

A aposta da Volkswagen é que o conteúdo tecnológico do novo Jetta torne o modelo atraente. Outro aliado importante é o preço. Pelos valor entre R$ 110 mil e R$ 120 mil,, a Volkswagen espera morder os consumidores de versões intermediárias e de topo dos principais rivais, Toyota Corolla, Honda Civic e Chevrolet Cruze. A pretensão é tentar ampliar a média de 800 unidades mensais que a geração anterior obtinha e chegar, pelo menor, ao terceiro posto neste segmento, lugar ocupado atualmente pelo Cruze, que vende aproximadamente o dobro do Jetta. (Eduardo Rocha/AutoPress)

Ponto a ponto – Volkswagen Jetta

Desempenho – O novo Jetta vem equipado com o eficiente motor 1.4 TSi, que rende 150 cv de potência e torque de 25,5 kgfm, entre 1.400 e 3500 rpm, tanto com gasolina quanto com etanol. Este rendimento faz com que o sedã de 1.330 quilos mostre boa disposição para arrancar e retomar desde em todas as situações cotidianas de uso. O zero a 100 km/h é feito em corretos 8,9 segundos, com máxima prevista para 210 km/h. O câmbio automático de seis marchas se entende bem com o propulsor. Em condução normal, mal dá par sentir a evolução das marchas, mas quando há uma solicitação mais abrupta no acelerador, a sistema demora mais que o desejável para entender. Nota 8
Estabilidade – A Volkswagen buscou um equilíbrio para o Jetta também na planilha de custos. Daí se decidir por uma suspensão traseira por eixo de torção, em vez de multilink. De qualquer forma, faz um bom conjunto com a dianteira McPherson e é bem eficiente no controle da carroceria, com um acerto mais para rígido do que para macio, mas isso não traz incômodos para os ocupantes e deixa o Jetta ágil nas curvas e neutro nas retas. No limite e com algum abuso, o sedã abana um pouco nas curvas mais fechadas, principalmente por conta do grande balanço traseiro. Nota 8
Interatividade – A Volkswagen buscou dar um toque de sofisticação ao Jetta. E isso fica ainda mais evidente na versão R-Line, que tem o painel digital configurável – a Comfotline tem instrumentos analógicos. Nas duas versões, os comandos ficam nos lugares clássicos e o interior tem um design limpo e moderno, destacado pela central multimídia com tela de oito polegadas. E ainda tem o charme das luzes de cortesia com 10 opções de cores. O farol alto automático e o sistema de freio automático em manobras, que evita pequenas colisões traseiras, também são bastante funcionais. A versão R-Line ainda traz recursos adicionais, como controle de cruzeiro adaptativo, freio automático de emergência e detector de fadiga, entre outros. Nota 9
Consumo – O novo Jetta obteve nota B na categoria na avaliação do InMetro. A média com etanol foi de 7,4 e 9,6 km/l na cidade e na estrada, respectivamente, enquanto com gaslina foi de 10,9 e 14 km/l, na mesma ordem. Esses números ficam entre 3 e 5% melhores que os obtidos pelo antigo Jetta. O consumo energético caiu de 1,87 para 1,81 Mj/Km. Nota 8
Conforto – O Jetta segue o estilo tradicional na Volkswagen, de suspensão mais firme. Isso faz com que parte das irregularidades do piso sejam lidas com clareza pelos ocupantes. Por outro lado, em pavimentos mais decentes, o sedã desliza suavemente. O isolamento acústico é bem eficiente e os assentos são ergonômicos. Os ajustes dos bancos, porém, poderiam se mais precisos. A boa altura para um sedã – tem 1,48 metro de altura -, facilita o ingresso no interior. Por conta da racionalidade, as saídas de ar para o banco traseiro foram eliminadas no modelo que vem para o Brasil. Nota 8
Tecnologia – O novo Jetta tem a solidez da plataforma MQB e um motor bem moderno. Traz ainda seis airbags, ar-condicionado de duas zonas, controles de estabilidade e tração, bloqueio eletrônico de diferencial, frenagem automática em manobras, sensor de luminosidade e de chuva, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, sistema de informação e entretenimento interativo com comando vocal e tela sensível ao toque de oito polegadas, entre outros. Na versão de topo, que custa R$ 10 mil a mais, traz ainda controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência e painel digital configurável. Tem muito mais tecnologia que os rivais do segmento. Nota 10
Habitabilidade – Dos 43 milímetros que o Jetta cresceu no comprimento, 3,7 mm foram dedicados ao entre-eixos, que ficou com 2,69 metros e melhorou o espaço interno. No interior, há diversos porta-objetos, como entre os bancos e nos painéis das portas, que facilitam o uso no carro no dia a dia. O porta-malas, como é típico em sedã, é bastante generoso: são 510 litros de capacidade. Nota 8
Acabamento – O interior do Jetta traz muita superfície macia, mas também muito plástico. A aparência geral é boa, mas detalhes como falso pesponto no painel e revestimento em imitação de couro desvalorizam o habitáculo. O acabamento parece ter qualidade, mas sem luxo ou requinte. Nota 7
Design – O desenho do novo Jetta manteve a política de valorizar uma personalidade própria e não mais ser uma versão sedã do Golf. As linhas seguem o novo estilo da marca, já presentes no Polo, no Virtus e na Tiguan, com superfície lisas e retas sobrepostas em ângulos, como se fosse esculpida com espátulas. Tudo bem previsível e sem ousadias. Nota 7
Custo/benefício – O Jetta só vai brigar com as versões mais caras dos rivais e tem boas armas para isso. Ele é mais completo e tecnológico que Toyota Corolla, Honda Civic e Chevrolet Cruze na mesma faixa de preços – R$ 109.990 na versão Comfortline e R$ 119.990 na R-Line. Nota 8
Total – O novo Volkswagen Jetta somou 79 pontos em 100 possíveis.

Ficha técnica
Volkswagen Jetta

(Foto Eduardo Rocha/AutoPress)

Motor: Etanol e gasolina, dianteiro, transversal, 1.395 cm³, quatro cilindros em linha, com quatro válvulas por cilindro. Com injeção direta de combustível, turbocompressor e comando variável de válvulas. Acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio automático com seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle eletrônico de tração e bloqueio eletrônico do diferencial.
Aceleração de zero a 100 km/h: 8,9 segundos.
Velocidade máxima: 210 km/h.
Potência máxima: 150cv com etanol e gasolina a 5 mil rpm.
Torque máximo: 25,5 kgfm entre 1.400 e 3.500 rpm.
Diâmetro e curso: 74,5 mm x 80 mm. Taxa de compressão: 10,5:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com triângulos inferiores, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira por eixo de torção, com molas helicoidais, amortecedores telescópicos hidráulicos e barra estabilizadora. Oferece controle eletrônico de estabilidade.
Carroceria: Sedã em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,70 metros de comprimento, 1,80 m de largura, 1,48 m de altura e 2,69 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais e de cortina de série.
Freios: Discos ventilados na frente e sólidos atrás.
Pneus: 205/55 R17.
Peso: 1.331 kg em ordem de marcha.
Capacidade do porta-malas: 510 litros.
Tanque de combustível: 50 litros.
Produção: Puebla, México.
Lançamento mundial: 2018.
Preço: R$ 109.990 na versão Comfortline e R$119.990 na R-Line.
Opcionais: Teto solar e pintura metálica ou perolizada.