INADIMPLÊNCIA

Número de devedores mogianos cai no primeiro semestre de 2018 ante igual período de 2017

feirão dá descontos de até 95% para limpar nomes. (Foto: Arquivo)
A pesquisa mais recente sobre a inadimplência sugere uma leve retomada da economia. (Foto: Arquivo)

A mais recente pesquisa do SCPC – Serviço Central de Proteção ao Crédito revela uma redução na quantidade de registro de débitos no primeiro semestre de 2018. Os números da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) apontam uma queda de 9% no volume de dívidas em aberto na Cidade, na comparação com o mesmo período do ano passado, e sugerem uma reação da economia.

Mogi das Cruzes fechou o primeiro semestre deste ano com um total de 22.904 débitos pendentes contra os 25.076 existentes no mesmo período de 2017 (veja quadro).  As dívidas em aberto geram um saldo de R$ 13,9 milhões de inadimplência no comércio, o que representa 5,9% a menos do que se tinha no ano passado.

As estatísticas do primeiro semestre revelam, ainda,  que a cidade tem 15.711 consumidores inadimplentes inscritos no banco de devedores do SCPC local, o que significa uma redução de 8,4% em relação a 2017, quando o total de pessoas com restrições de crédito somava 17.158 – uma mesma pessoa pode ter débitos abertos em várias lojas, por isso, o número é diferente do total de dívidas.

“O balanço do SCPC é um importante indicador de como anda a atividade comercial e os dados confirmam uma melhora da capacidade de crédito dos consumidores da cidade, reflexo principalmente da retomada do emprego em alguns setores, como é o caso da indústria regional, e da liberação dos recursos do PIS”, avalia Silvio Moraes, vice-presidente da ACMC e diretor do SCPC local.

Mais pessoas conseguiram saldar débitos e, consequentemente, retomar as condições de comprar a prazo, o que contribui para a economia girar. “Nós registramos, nos seis primeiros meses desse ano, um aumento de quase 10% nas exclusões por renegociação, em relação aos mesmo período de 2017”, compara.

 “Ainda temos um longo caminho a percorrer até retomar os patamares de atividade comercial e, principalmente, de consumo que tínhamos antes da crise econômica. Mas essa redução na inadimplência é um bom sinal e esperamos que ela reduza ainda mais no segundo semestre, com a consequente ampliação do número de consumidores aptos a fazer compras e a utilização do PIS e do 13º salário para quitar dívidas”, conclui o vice-presidente.


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