EDITORIAL

O anel viário não deve ser considerado como um sonho do passado

Boa lembrança

Pertinente a lembrança feita por moradores da estrada vicinal Jinichi Shigueno, uma ligação entre o Caputera e a Vila da Prata à rodovia Mogi-Salesópolis, sobre o antigo projeto de construção do anel viário que garantia a interligação da via Perimetral por meio deste acesso.

Fora do radar da Prefeitura desde o governo do ex-prefeito Junji Abe, que fez a última das etapas da Perimetral entre o distrito de Braz Cubas e a Rodovia Mogi-Bertioga, a continuidade do traçado entre os bairros como Parque Olímpico, Vila Moraes, Residencial Rubi, Vila da Prata e o Caputera criará um novo corredor para o tráfego urbano e rodoviário (porque interligará duas estradas) e qualificará esse perímetro para o adensamento urbano.

A Jinichi Shigueno, como está hoje, é um acesso restrito aos moradores e tem antigos e insolúveis problemas como a insegurança de quem passa por ali e a irregularidade nos cronogramas de serviços de conservação e manutenção do acesso ainda de terra.

Terminar o anel viário do ponto aonde ele parou deve ser mantido nas políticas de mobilidade urbana. Hoje, de acordo com as respostas da Prefeitura, não há previsão sequer para revisão do antigo projeto, necessária para a definição dos valores de uma obra apontada como importante para retirar o tráfego da região central.

Na Mogi de hoje, a Perimetral já não comporta o trânsito – basta passar pela manhã no trecho entre César de Souza e o Rodeio. Se os demais prefeitos, na sequência de Junji – Marcos Bertaiolli e agora Marcus Melo – tivessem seguido com o planejamento anterior, o crescimento urbano teria sido descentralizado, talvez, dando mais fôlego ao próprio governo municipal para conter os desafiadores problemas viários hoje existentes. O anel viário não deve ser considerado como um sonho do passado. Ao contrário, um segundo anel viário já foi cravado como necessário para a mobilidade no futuro da cidade.


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