ARTIGO

O dia das mães

Laerte Silva

Ninguém imaginaria viver um período tão crítico, onde a humanidade teria sua preciosa liberdade de circulação restrita para defender-se de uma pandemia. Corona, pois é, no passado significava apenas o nome de uma ducha de banho. A humanidade mudará, alguns aprenderão a duras penas que o descaso com uma simples máscara pode trazer luto para a família.

A superação virá, mas esse ano, chegado o dia das mães, o comércio massivo deu lugar a uma inovação comercial para segurar o prejuízo de vendas, e paradoxalmente, trazendo uma reflexão maior sobre a figura das mães. O distanciamento social não permite levar o abraço, o calor do afago, o beijo, pela idade de algumas mães a recomendação é não forçar o encontro. Talvez a situação seja o mecanismo que nos fará pensar a vida como ela é, ou como vinha, e como lidaremos com nossos laços afetivos no futuro.

Mãe, irmã ou filha também mães, não importa, os laços eternos com os filhos fazem da data mais que um período comercial, emerge o sentimento que não está na qualidade do presente, da festa preparada, do perfume da flor, mas sublima o amor, o qual nenhuma pandemia diminuirá.

Minha mãe, Dona Maria José, está no oriente eterno, mas permanece no meu coração, e em minha consciência seus ensinamentos. Ana Picone, nossa, quanto amor de mãe na mais pura essência. Sim, o amor de mãe é o que mais devemos valorizar. Quem puder, corra para o abraço quando a pandemia passar. Quem não tiver mais aquela que ensinou os primeiros passos na vida, faça uma prece. Feliz dia das mães à todos, mesmo com o distanciamento social

Laerte Silva é advogado


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