EDITORIAL

O esporte nos bairros

A descentralização dos espaços públicos destinados ao esporte e o lazer dá uma necessária atenção aos bairros com a instalação de complexos esportivos, como o inaugurado no final de semana passado, no Jardim Camila.

O lugar contava com uma certa estrutura, que foi revitalizada com a oferta de quartas esportivas (futebol, street ball e quadra de areia) e a ATI (Academia da Terceira Idade).

O governo municipal acerta ao revigorar espaços próprios que, desocupados, são fonte de degradação física e social. Um equipamento de lazer, esporte e convivência muda o relacionamento entre os moradores e, em um outro plano, entre o cidadão e o poder público.

A universalização dos serviços municipais muda a cidade. Esse projeto levará complexos esportivos, segundo promete a Prefeitura, a César de Souza, Jundiapeba, Centro, Divisa e Braz Cubas.

Estão previstos investimentos com a criação e repaginação de 83 pontos ancorados na Secretaria Municipal de Esportes. Aos poucos, a pasta avança no atendimento periférico. Esse conceito promove novas centralidades urbanas, proposto pela Secretaria Municipal de Planejamento.

Os eixos de centralidade buscam fornecer à população, perto de casa, os serviços públicos que vão além dos essenciais (saneamento, escola e posto de saúde).

O cuidado com os bairros impacta a vida das pessoas de diferentes maneiras. Pode ser uma solução para a questão da mobilidade urbana, pode ser um impulso econômico com a geração de renda e emprego nos bairros. Trata-se, portanto, de redesenhar o uso da cidade.

Ao tecer essa malha esportiva e de promoção da saúde, a cidade pode obter resultados na melhoria da qualidade de vida, no combate à exclusão social e violência urbana.

Bairros preparados para tornar real troca de experiências entre pessoas de diferentes idades são ponte para a construção de valores sociais para todos, porém, tem um efeito ainda maior na vida de crianças e jovens, que cuidarão da cidade no futuro.

A região formada pelo Jardim Camila, Vila Natal, Caputera, Mogi Moderno e até mesmo o mais central desses bairros, o São João, viveu muito tempo distanciada do cobertor público. Desde os tempos que era chamada de “risca-faca”. A força do esporte de bairro, no entanto, já vinha despertando a atenção do governo municipal que, primeiro, fez melhorias nos campos de futebol de várzea. E, agora, inaugura um polo para a prática esportiva.

O Diário

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