MOGI DE A A Z

O fantasma de Suzano

ALEGRIA, ALEGRIA – Isto é um desafio: aceite você mesmo, ou desafie alguém a identificar o maior número, dentre os mais de 30 personagens que aparecem neste flagrante. A foto é de meados da década de 1960, em um baile no Itapeti Clube. Nela estão, entre outros (aqui citados em ordem alfabética): Carlos, Chico, Duque, Fernando, Flávio, Floreal, Fonseca, Márcio, Miguel, Odair.

Começou na sexta-feira, 22 de maio de 1970 – 48 anos atrás. Deu o que falar. Em Suzano onde ocorreu o fenômeno; em Mogi onde o temor chegou. E pelo País todo. O fantasma de Suzano assustou sobretudo a família de Ezequias.

Durante três dias a vida de Ezequias foi um inferno. Ele morava, com a mulher e três filhos, numa casa simples da Rua Padre Eustáquio, em Suzano. Tudo começou na sexta-feira pela madrugada: colchões, roupas e móveis de sua casa começaram a queimar, por autocombustão.

Para ele e para todos os curiosos que correram até a sua casa, não havia explicação lógica para o fato: os objetos começaram a queimar cada um em um lugar, em horas diferentes. Nenhum estranho entrara em sua casa, onde nada de valor existia para ser roubado. Depois que os vizinhos levaram adiante a notícia de que fantasmas estavam na casa de Ezequias a romaria começou. No sábado, ao início da tarde, uma pequena multidão já estava à porta da casinha.

Uns riam dos boatos. Outros ajoelhavam e rezavam, até que novas roupas e novos móveis começaram a queimar. Então todos correram. Diziam até que telhas voavam, sem vento. No começo da semana, sob conselho de um médium espírita, Ezequias resolveu queimar o pouco que lhe restava.

“Isso eu acho que é para pagar alguma dívida minha” – dizia Ezequias à época. “Eu só fiquei com esta roupa do corpo. Tudo foi queimado. Mas Deus é grande e sei que vou receber ajuda para poder continuar minha vida. Um senhor que é espírita disse que as coisas não vão se repetir mais. E eu acredito. Eu tenho uma filha que vai ficar uns tempos fora de casa. A gente pensa que ela é médium”. Apesar de os fatos não se terem repetido, a romaria à casa de Ezequias continuou.

“De vez em quando aparece gente querendo benzer a casa. Outros trazem ervas para pendurar na porta. Mas o que muita gente quer mesmo é rezar”, dizia ele. “A gente não deixa entrar e eles rezam na rua mesmo. O que aborrece são as perguntas. Nunca vi tanta curiosidade.

O senhor imagine só: desde que aconteceram as coisas aqui eu nem tenho trabalhado. Só fico contando o que aconteceu. Estou até rouco. Agora não digo mais nada. E já disse para ninguém dizer mais nada”.

Flagrante do Século XX

ALEGRIA, ALEGRIA – Isto é um desafio: aceite você mesmo, ou desafie alguém a identificar o maior número, dentre os mais de 30 personagens que aparecem neste flagrante. A foto é de meados da década de 1960, em um baile no Itapeti Clube. Nela estão, entre outros (aqui citados em ordem alfabética): Carlos, Chico, Duque, Fernando, Flávio, Floreal, Fonseca, Márcio, Miguel, Odair.

As lições da Doutora valem 80 anos depois

DOUTORA Braços cruzados, à frente de colegas de trabalho, a dra. Maria Apparecida de Rezende

Meu amigo leitor Encontrei em meus guardados algo que preciso mostrar-lhe. Diz respeito à dra. Maria Apparecida de Rezende, a benemérita médica que fez história na Cidade e agora localizo artigo por ela publicado na edição de 30 de outubro de 1938 em “O Commercial”, hebdomadário que então circulava na Cidade. Faz 80 anos.

Na transcrição, mantemse a grafia original: “Posta entre os dedos e o papel, deslisa a penna: – DEFENDE – ATACA – PROSTRA! Instrumento, pequeno embora, é uma ARMA sublime e terrivel! Manejada por consciencias sãs espalha a VIDA – e bebendo nas suas fontes de luz e esperanças, relicario de consolações, o animo debilitado se revigora, se fortalece, se nutre da seiva magnifica, brotada da grande arvore da Bôa Imprensa.

Eil-a, então, a Bôa Imprensa, penetrando o recinto sagrado dos lares, enriquecendo a sociedade das melhores doutrinas, espalhando por toda a parte o odor suavissimo das leituras sãs.

A dôr, a alegria, o prazer, a gloria constituem paginas maravilhosas no grande livro abstracto dos sentimentos humanos e é a PEQUENA PENNA a desenhista fiel dos simples braços desse bello amontoado de bellas palavras e felizes conceitos. Grande arma, a Bôa Imprensa, atira as flechas perfumadas que penetram profundamente.

E A VO’S, JOVENS JORNALISTAS, formulamos a melhor receita que nos dita a consciencia: Sêde fieis ao convite tão sublime da Bôa Imprensa; – lançae, sim, por toda a parte, a semente fecunda da bôa leitura! QUE O VOSSO JORNAL SEJA O PROTOTYPO DE SEUS CONGENERES NA SUA LITTERATURA, O REFLEXO CRISTALLINO DAQUELLES QUE SE ORGULHAM DE SUAS CONDIÇÕES DE HUMANOS. A verdade, a politica, a jocosidade, sejam nelle tratados com a necessidade de suas formulas, mas com essa delicadeza de expressão, que tem constituido o encanto e o alicerce profundo do vosso e do NOSSO JORNAL! As más leituras que enervam e entorpecem jamais encontrem em ‘O Commercial” um cantinho para suas obras. Eternizae, com emphase, os genios, os combates, os santos, as façanhas e os athletas: – BEM SABEIS que num segundo o bico de uma penna faz tremer o mundo; desfaz fortunas, monta um temporal e troca de improviso a sorte, Revolve o globo:- o Sul atira contra o Norte e transforma esta superficie numa arena de tigres e leões ferozes. Sim, não permittaes que a VOSSA PENNA jamais seja profanada por máos escriptos: – levada pelo vento da malediciencia e cimentada por caracteres avêssos é a MAIS TERRIVEL ARMA que se encontrar possa.

Traçae sempre e só as linhas magistraes que são a gloria das bellas-letras e dos finos sentimentos do que se dedicam á obra grandiosa do jornalismo. Assim firmados, esses caracteres indeleveis nos conservam a lembrança de grandes intelligenciais, que podem e deixam interpretar na folha branca do papel o que de mais perfeito lhes emoldura e aformosêa a alma.

Componde, pelo brilhantismo da vossa penna, uma pagina de ouro do grande livro do jornalismo e o vosso jornal será disputado e com prazer conquistado. Não progredir é retroceder. Construi com a possa pequena penna o edificio solido do vosso jornal.

Jornalistas! Não vos esqueçaes:

a) A Bôa Imprensa vos convida á solida participação nas suas fileiras;

b) O bom jornalista deve ser apostolo da Bôa Imprensa.

c) A Bôa Imprensa é o mais forte sustentaculo da conservação dos costumes. Dra. Maria Apparecida de Rezende / Mogy das Cruzes, 27 – X – 1938”.

Grande abraço do

Chico

 

GENTE DE MOGI

MARCELINHO – Dos tipos folclóricos que sempre houve em Mogi, Marcelinho foi um dos últimos. Andava por toda a Cidade, até pela Mogi-Bertioga inteira, com o volante às mãos, como se dirigisse. Estendia o braço a uma guinada, buzinava, abaixava e subia o vidro. Tudo na imaginação de quem tinha, e vivia, com uma mentalidade infantil. Diz a lenda que morreu atropelado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O MELHOR DE MOGI

A biquinha que havia no início da Rua São João. Era um marco na Cidade, quase a nossa Lagoa do Abaeté. Acabou. Mas vale a lembrança.

O PIOR DE MOGI

A mania que surgiu já há muitos anos de cortar praça pública para criar pontos para ônibus. Desfigura Mogi e compromete sua qualidade de vida.

SER MOGIANO É….

… ter tomado Cuba Libre em baile do Clube de Campo.