EDITORIAL

O futuro da Braz Cubas

A disposição de Fábio Figueiredo, diretor de Planejamento da Cruzeiro do Sul Educacional, empresa que adquiriu o controle do Centro Universitário Braz Cubas, em atender a imprensa local e, assim, abrir um canal de diálogo com a comunidade, é o primeiro – e bom sinal – dos tempos que estão por vir para a tradicional instituição mogiana.

Em sua trajetória de quase 80 anos, essa foi a marca da Braz Cubas: inserir-se no cenário local, cumprindo papel indissociável da atividade educacional. Durante muitos anos ela seguiu os sete preceitos que servem de base para a qualificação acadêmica, em países da América do Norte e Europa: missão, governo e administração; currículo; corpo docente de tempo completo e tempo parcial; pesquisa, atividade criativa e profissional; serviços aos estudantes; orçamento, instalações e equipamentos; serviço à comunidade, extensão e egressos.

Foi isto que transformou o pequeno curso de admissão ao ginásio, que Plínio Boucault assumiu em 1940, primeiro em uma escola técnica de comércio e formação média e, em 1966, no embrião da futura Universidade Braz Cubas. Esta última vertente teve início com a Faculdade de Direito, cujo corpo docente fazia inveja aos núcleos mais tradicionais. Estava ali, para citar apenas um nome, gente como Amauri Mascaro Nascimento, tido ainda hoje como um dos maiores nomes do Direito do Trabalho no Brasil.

Ao longo do tempo, a Braz Cubas foi se qualificando, à medida que acrescia novas graduações ao seu portifólio. Os cursos de Engenharia, em suas diversas modalidades, passaram a ser sinônimo de qualidade, o mesmo ocorrendo com sua Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. O ingresso da instituição na área odontológica deu-se em grande estilo, com a construção de um novo edifício para a recém-criada faculdade, equipada com o que havia de mais modernos ao tempo de sua instalação (1997).

Mas, vieram os anos 2.000, em sucessão à proliferação de cursos superiores e consequente concorrência predatória. E chegou o capital maciço. Ocorreu assim com a rede norte-americana Laureate que, em poucos anos, passou a controlar 12 centros educacionais no Brasil, dentre eles FMU e Anhembi Morumbi. Também a Kroton (Anhanguera, Pitágoras, Unopar e outras 6 instituições). E a Cruzeiro do Sul, que este mês acresce Braz Cubas a outras 11 entidades sob seu controle.

Em todas elas, preservadas as próprias características, há um ponto em comum: a consciência que o grande diferencial está na qualidade. Para garantir-lhes sobrevivência, crescimento e renda para investidores.


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