EDITORIAL

O futuro do trânsito

Comerciantes podem opinar sobre o trânsito

A abertura do debate sobre assuntos de grande influência na vida dos moradores e da cidade é um meio para se avançar nas políticas públicas. A partir da opinião popular, as deicsões passam a ser ancoradas no desejo e interesse de uma maior parte das pessoas.

Mas os resultados da prática dependem de algumas variantes, como a participação popular e a gestão democrática do poder público, a quem cabe acatar ou encontrar meios de construir e executar as sugestões e ideias apresentadas.

Nesse caminho, a Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) e a Secretaria Municipal de Transportes mantêm um canal de comunicação com os comerciantes para definir o futuro do estacionamento controlado no centro expandido e nos distritos. Uma consulta popular está aberta até o próximo dia 30. As opiniões dos comerciantes interessados podem ser encaminhadas à entidade classista.

É preciso estimular as pessas a opinarem sobre o trânsito e outros temas públicos e qualificar o debate de nível, que interesse a maioria, não apenas a alguns.

Essa participação tem sido maior. Em alguns casos, por força legal como acontece com a instalação de grandes empreendimentos de impacto na vizinhança, na mobilidade urbana, no meio ambiente, etc.

O debate agora é sobre o estacionamento controlado. O transporte individual e por outros meios como táxis e os aplicativos firma-se como uma tendência. E o nó do trânsito mogiano altera, desfavoravelmente, a vida das pessoas. Está na frota municipal, o motivo. A cidade registra oficialmente uma média de um carro para cada dois habitantes.

A lentidão e os congestionamentos desqualificam a vida nas cidades. Todas as pessoas – em algum momento – são obrigadas a perder horas dentro de um carro. E há quem perde tempo todo dia. E há ainda os prejuízos sociais e financeiros medidos no escoamento de mercados e na saúde das pessoas por causa do estresse vivido no trânsito.

Aos comerciantes está sendo dada a oportunidade de participar da tomada de uma decisão difícil e impopular, mas necessária. Inclusive para sanar um problema detectado em vias próximas do raio onde o estacionamento controlado existe, onde motoristas costumam deixar os veículos parados durante horas, comprometendo a circulação dos moradores e de potenciais consumidores.

Nos planos da Prefeitura está a expansão do sistema para regiões mais distantes da região central como o Mogilar (Rua Cabo Diogo Oliver e proximidades), Nova Mogilar, o Parque Monte Líbano e o Distrito de Braz Cubas. Tão importante quanto dizer sim ou não às medidas, será apontar alternativas para reduzir o impacto na vida de todos.