ARTIGO

O futuro em evidência

As crises humanitária, sanitária, econômica e política que seguem o rastro da Covid-19 vão deixar marcas profundas.

Com a desigualdade social ainda mais evidente, cresce a urgência da adoção de novas políticas públicas. A digitalização ganhou velocidade. A tecnologia entrou definitivamente nas casas e as relações do trabalho estão em revisão, assim como o ensino e a educação. O processo, doloroso, coloca em pauta perspetivas para o futuro como a adoção de um modelo de “economia limpa” e uma renovação no relacionamento entre empresas e sociedade, com mais espaço para a solidariedade.

Não é tão difícil entender tudo isto, mas ainda não está claro de que maneira e de quanto tempo levaremos para alcançarmos este “novo normal”.

No caso brasileiro, entendo que a situação é bastante séria, especialmente se levarmos em consideração o achatamento da renda dos nos últimos anos. Estima-se que aproximadamente 15 milhões de brasileiros entrarão na faixa da extrema pobreza até o final de 2020 e fecharemos a década com a renda per capita menor em quase 2%, ou seja, se passaram 10 anos e não conseguimos melhorar.

Nos acostumamos com ajudas diversas, como o bolsa família e o auxílio emergencial. Porém, o que realmente precisamos são empregos e de bons empregos, diminuindo assim a informalidade e atraindo investidores para um desenvolvimento econômico robusto onde o maior programa social do país possa ser a geração de postos de trabalho e aumento de renda da população.

Cláudio Costa é diretor de Desenvolvimento Econômico e Social de Prefeitura de Mogi das Cruzes.


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