EDITORIAL

O Interior cresce

Mercado de consumo do Interior Paulista bate o da Região Metropolitana

Os resultados da pesquisa IPC Maps, da consultoria IPC Marketing e Editora, sobre o mercado de consumo paulista apontam o bom momento do Interior Paulista, um quadro que poderá impactar quem está dentro da Região Metropoliana de São Paulo, caso de todos os municípios do Alto Tietê. Em uma entrevista exclusiva à APJ (Associação Paulista de Portais e Jornais), o responsável pelo estudo, Marcos Pazzini, afirmou que a liderança do mercado consumidor do Interior é fato “irreversível” perante os demais.

Neste ano, o Interior Paulista movimentará R$ 681,4 milhões em alimentação, habitação, transporte, educação, saúde e etc., marcando terreno à frente da Região Metropolitana, onde estão a Capital e outras 37 cidades – entre elas, as do Alto Tietê.

Tendências demográficas, a situação do país e a realidade “caótica” das regiões metropolitanas estão promovendo a expansão da economia de maneira descentralizada, favorecendo áreas emergentes do estado.

O IPC Maps, conta o jornalista Wilson Marini, na coluna Contexto Paulista, publicada por este jornal quarta-feira última, confirma aumento significativo da participação das regiões do Interior no consumo total de São Paulo. Essa fatia era de 49,78% em 2014. Avançou para 53,24% neste ano. O Interior responde por 14,54% do consumo nacional e está à frente da Região Metropolitana, com 12,77%.

A perspectiva é de mais crescimento no futuro próximo. Marcos Pazzini defende que ainda há espaço para o desenvolvimento desse mercado em relação ao Estado, e, “isso deve ocorrer com abertura de uma maior quantidade de empresas no Interior pois muitas cidades implementaram ou estão implementando zonas industriais para atrair empresas, o que vai gerar empresgos e renda”.

Tudo isso acende os sinais de alertas para as cidades do Alto Tietê que possuem polos indutriais privilegidos e bem localizados terrenos destinados a receber fábricas, centros de distribuição e outros negócios, mas podem ser preteridas em disputas com municípios de outros endereços paulistas.

São grandes desafios de quem está na Região Metropolitana, mas se descola da imagem da cidade caótica e grande e, portanto, tem um poder de atratividade que se encaixa no perfil de um mercado de consumo movido por condições como a tranquilidade que as pessoas buscam para viver e trabalhar.

Um desses desafios, Mogi das Cruzes sente na carne. É a falta de uma infraestrutura atualizada e adequada para receber novos empreendimentos. No Distrito Industrial do Taboão, nem mesmo chegada dos Correios está definitivamente resolvida. A melhoria do acesso ao sistema Ayrton Senna-Carvalho Pinto, permanece no papel.