EDITORIAL

O lixo no lugar certo

Com apenas oito anos de funcionamento, os três Ecopontos de Jundiapeba, Jardim Armênia e Parque Olímpico livram das ruas e de córregos e rios 900 toneladas de detritos por mês. Quando se olha para a produção mensal de resíduos sólidos, a montanha de produtos como metal, vidro, plástico e também itens como tintas, lâminas e pilhas não parece tão grande. Por mês, Mogi das Cruzes produz 10 mil toneladas de lixo, segundo os dados do contrato de prestação de serviços mantido pela Prefeitura com a CS Brasil.

Mas, imagine essa montanha espalhada por lugares inadequados e nos pontos de descarte ilegal a cada novo mês?

O caminho de conquistar o quarto Ecoponto, essa rede de recebimento de materiais inservíveis é uma conquista da cidade. Pode não ser o melhor quadro, com a existência de locais descentralizados para facilitar o acesso de todos os que já possuem a consciência e não jogam em qualquer lugar.

Além da chegada do quarto ecoponto, em César de Souza, o Cata-Tranqueira, que percorre todos os bairros para levar produtos maiores, como eletrodomésticos e outros bugigangas, é um avanço. Há de se considerar que uma grande parcela da população não tem carro para ir até os postos de entrega desses tralhas.

Tudo isso pode ser melhorado – aliás, potencializar a coleta e a reciclagem nunca foi tão lembrada como nessa semana.

Os alagamentos que castigaram muitos bairros nesta semana mostraram o alto preço do descarte de lixo em ruas, terrenos e rios.

Óbvio que a responsabilidade por zelar pela drenagem da água dos rios é da Prefeitura. Porém, a população precisa ter o compromisso de também fazer a sua parte. A cultura de jogar o lixo no quintal do outro é desastrosa para o meio ambiente e a vida nas cidades.


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