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O massacre de Suzano e a segurança nas escolas

O dramático episódio deve estimular o debate sobre o tema no Estado

O atentado ocorrido na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, desperta a atenção para um grave problema, infelizmente só exposto em situações extremas, como as da última quarta-feira: a falta de segurança nas escolas públicas da região. Inseguros, os prédios públicos têm sido alvos constantes de vândalos que os atacam nos fins de semana para levar equipamentos, como aparelhos de som e até merenda, e de traficantes e desocupados que rondam as escolas nos períodos de aulas tentando atrair crianças e jovens para as drogas e outros vícios. Cenas de violência explícita entre alunos têm povoado a internet nos últimos tempos, assim como histórias nada edificantes de professores sendo agredidos por alunos em salas de aula. Tudo isso deveria chamar atenção das autoridades para o abandono a que estão relegados os estabelecimentos de ensino, cada vez menos seguros. O que fazer para resolver tal situação não é algo tão simples assim, especialmente num momento em que as questões ideológico-partidárias permeiam o debate sobre este e outros temas semelhantes. Alternativas já foram aventadas, como abrigar policiais aposentados dentro dos estabelecimentos de ensino, uso de câmeras de segurança até em salas de aulas, seguranças particulares, patrulhas específicas para escolas, entre outras. Para todas, surgem os prós e contras. Em alguns desses casos, mais contras do que prós, especialmente na visão dos que discordam da presença de policiais ou militares entre os alunos. Após o atentado, a Secretaria de Educação se apressou a anunciar a existência de um projeto para reforçar a segurança em “unidades mais vulneráveis” e revisão de procedimentos de segurança nas 5,3 mil escolas da rede, sem maiores detalhes. Marqueteiras ou não, vale aguardar por tais medidas, torcendo para que não sejam meros artifícios de propaganda para dar satisfação ao público em geral após uma tragédia de comoção internacional. Afinal, cabe ao Estado encontrar as alternativas para se impedir que fatos como os de Suzano voltem a ocorrer. Trágica e dramática, sob todos os aspectos, a tragédia irá servir para dar força a um debate que pode ser decisivo para crianças e jovens que frequentam as escolas paulistas. Que venham soluções definitivas, por mais difíceis que sejam. O massacre da Escola Raul Brasil mostrou que a segurança nas escolas não se resolve com marketing ou blá-blá-blá, mas com ações concretas que, espera-se, sejam tomadas de imediato pelo governo João Doria.

Tragédia
O site Vatican News, que se apresenta como “novo sistema de informação da Santa Sé”, deu destaque para a nota oficial do bispo diocesano de Mogi, dom Pedro Luiz Stringhini, a respeito do massacre na Escola Raul Brasil, em Suzano. O site destaca o pesar manifestado aos familiares das vítimas junto com o pedido para que “Deus derrame sobre cada um deles os dons da serenidade espiritual e da esperança cristã”.

Ministro – 1
A coluna Painel, da Folha, voltou a abordar a possibilidade de o advogado mogiano Miguel Urbano Nagib, o Vacico, fundador do movimento Escola Sem Partido, ser indicado para o cargo de ministro da Educação, como desdobramento da crise envolvendo o atual ministro Ricardo Vélez. O jornal aponta o apoio da deputada Bia Kicis (PSL), cunhada de Vacico, à sua indicação. À coluna, familiares do mogiano negam a possibilidade de ele aceitar uma eventual indicação para o Ministério. Ao menos por enquanto.

Ministro – 2
Outro nome da região cotado para uma possível indicação ao Ministério de Jair Bolsonaro é o deputado federal Roberto de Lucena e pastor evangélico, filiado ao Podemos. Ele é apontado como o nome forte para substituir outro ministro que balança no atual governo, Marcelo Álvaro Antonio, do Turismo. A seu favor, Lucena tem o fato de já haver sido secretário de Turismo do governo de São Paulo.

Odontologia
Pioneiro no Brasil em técnica de laminados odontológicos de porcelana, o cirurgião-dentista Paulo Tone ministra, a partir de 27 de março, em São Paulo, o curso “Atualização em odontologia estética – lâminas de porcelana, lentes de contato e reabilitação oral”. Com duração de 90 horas e 14 vagas, o curso será realizado sempre às quartas-feiras, entre 13 e 19 horas, na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, 4804. A inscrição custa R$ 100 e as parcelas R$ 700 (R$ 600 para ex-alunos e recém-formados). Informações: 3079-2617 ou 96723-3751 (Selma); WhatsApp: 99603-6062 e e-mail: ptone@uol.com.br

Frase
Uma monstruosidade e tragédia sem tamanho.
Jair Bolsonaro, presidente da República, sobre o massacre em Suzano, nas redes sociais