ARTIGO

O novo modelo de trabalho

Cláudio Costa

Não é de hoje que a discussão sobre reforma tributária e principalmente a desoneração da folha de pagamento vem à tona como fator determinante de novos investimentos estrangeiros em nosso país. Discussões à parte, a pandemia da Covid-19 acelerou a busca de novos modelos que possam estimular a relação do capital-trabalho ou patrões-empregados de forma a ser mais justa e menos custosa.

Neste sentido e de forma natural surgiu a economia sob demanda ou “Gig Economy” termo usado para descrever um profissional que recebe por trabalho realizado dentro de um espaço tempo definido.

O modelo de economia sob demanda, em constante aperfeiçoamento, cumpre fielmente a função de conectar um brasileiro que precisa de renda a um cliente que deseja um serviço. Temos de lembrar também dos milhões de brasileiros que hoje ocupam seus dias em atividades informais e, no mesmo sentido dos trabalhadores independentes, merecem um sistema de proteção.

Um dos caminhos mais rápidos para melhorar esta situação é ampliar um instrumento já instituído pelo estado: o MEI (micro empreendedor individual) que garante ao trabalhador independente uma serie de direitos incluindo a aposentadoria e que acaba de vez com a informalidade das relações.

É fato que milhares de empresas demandam uma serie de serviços que muitas vezes são postergados pelos custos trabalhistas envolvidos enquanto existem no mercado inúmeros profissionais qualificados esperando por uma nova oportunidade. Mais do que nunca precisamos conectar estas duas pontas.

Esse é o Brasil que pode dar certo.

Cláudio Costa é diretor de Desenvolvimento Econômico e Social da Prefeitura de Mogi das Cruzes


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