EDITORIAL

O prefeito e a Covid

O prefeito Marcus Melo demonstrou coerência e objetividade ao divulgar na tarde do sábado que contraiu a Covid-19, assim como a mulher dele, Karin Melo, presidente do Fundo Social de Solidariedade,

Aos primeiros sintomas como dores de cabeça e cansaço, ele passou a investigar a causa, confirmada como caso suspeito na quinta-feira, após uma tomografia, e como Covid-19, no sábado. Optou por um registro em rede social para anunciar a doença e a decisão de permanecer à frente da administração municipal e de cumprir a quarentena recomendada a todos os infectados que tenham sintomas leves.

Ao agir com transparência e rapidez, diante do que qualquer pessoa está exposta, o prefeito eliminou, de pronto, a pior dos agruras desta pandemia. Essa crise de saúde global tem organicamente efeitos difíceis e dramáticos que podem ser exponencialmente ampliados pelas especulações, boatos e falsas notícias.

Dificilmente, hoje, algo escapa do escrutínio dos olhares eletrônicos e das redes sociais sobre a vida de qualquer um, não importa se presidente, prefeito ou cidadão comum.

Medidas de prevenção deverão ser tomadas por assessores, secretários, voluntários e servidores públicos que tiveram contato com o prefeito.

O contágio do prefeito serve, por último, de mais uma lição. A experiência revela que o novo coronavírus infecta mais os mais pobres e desinformados. Porém, isso não livra quem está no grupo dos mais esclarecidos e de classes sociais mais altas de adoecer.

Esse é mais indicativo sobre a urgência de uma recomendação que não está sendo atendida na cidade: quem puder, deve ficar em casa.

A quebra do isolamento social poderão fazer do Brasil um dos países com maior número de casos na América do Sul. Necessário se considerar a diferença entre as populações com as nações vizinhas. Mas, o que está em jogo, agora, é: como a sociedade brasileira agirá para impedir que o País, na escrita futura, se revele como um dos mais registrou mortes pelo descuido com o outro, a falta de acesso a um leito hospitalar e ao tratamento seguro – que ainda não existe.


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