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O que deve mudar com o novo comando do PSDB

Marcus Melo foi eleito presidente do Diretório na convenção de domingo

Ao assumir o comando do PSDB local, durante a convenção municipal realizada na Câmara, no último domingo, o prefeito Marcus Melo deu um importante passo em dois sentidos distintos. Um deles é o que visa fortalecer a legenda na cidade; o outro, a sua virtual candidatura à reeleição nas eleições municipais do próximo ano em Mogi. Com a experiência adquirida ao longo dos anos na Prefeitura – primeiro como auxiliar direto de Marcos Bertaiolli (PSD) e, depois, já no cargo de prefeito –, Melo tem consciência de que o fortalecimento do PSDB em Mogi também consolida o seu prestígio junto ao governador João Doria, interessado em ter uma agremiação forte na cidade, hoje com 311.004 eleitores, para lhe dar apoio na corrida pela sucessão de Jair Bolsonaro (PSL), na presidência, em 2022. Com um partido poderoso sob seu comando, Melo ganha status diferente e de maior poder de fogo para garantir apoio à sua provável candidatura à reeleição, já no próximo ano. O PSDB organizado garante ao prefeito condições plenas para se dedicar à organização de outras legendas para dividir os virtuais candidatos a vereador das próximas eleições, pois, a se manter a atual legislação, estarão vetadas as coligações interpartidárias no pleito proporcional. Ou seja, cada partido terá de se preocupar com os seus candidatos, sem as uniões que permitiam cobrir, de última hora, eventuais deficiências de uma ou outra agremiação. Melo deve estar consciente de que uma boa estrutura partidária é um chamariz natural para atrair políticos bons de votos, capazes de fazer a diferença numa disputa municipal. Resta aguardar, a partir de agora, como será o comportamento do novo presidente da tradicional agremiação. Os próximos passos de Melo sinalizarão como ficará o tucanato local sob seu comando. Para fortalecer o partido será preciso unir suas bases, a começar pela banda da Câmara. A distribuição de vereadores pelos cargos do Diretório já é um sinal dessa preocupação. De agora em diante, vale observar os próximos passos de Melo dentro do PSDB. Eles serão decisivos para o futuro dele na política local e até, quem sabe, para voos mais altos.

O articulador
Além de atuar junto ao meio ambiente, o secretário Daniel Teixeira de Lima tem se destacado como um dos principais organizadores da estrutura do PSDB local. Foi ele quem atuou diretamente, ao lado de Melo e dos vereadores, na articulação para montagem da chapa única, distribuindo os principais cargos do Diretório entre os aliados mais próximos e fiéis ao prefeito.

Liderança
Entre os cargos indicados durante a convenção do último domingo, coube ao vereador José Antonio Cuco Pereira ocupar o posto de líder da bancada tucana na Câmara. Liderança, aliás, que ele já exerce quase involuntariamente, por conta de sua experiência e dos conhecimentos amealhados ao longo de 36 anos de carreira, na política local: 28 deles como vereador e oito como vice-prefeito.

O retorno
Após haver se submetido a duas intervenções cirúrgicas num prazo de seis dias, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o empresário Henrique Borenstein retornou à sua casa, em Mogi, no último domingo. HB passou por procedimentos para desobstrução de uma das artérias carótidas e correção de uma hérnia de disco, responsável por dores que quase o impediam de caminhar. Na visão dos médicos que o atenderam, sua recuperação, além de “excelente”, também foi considerada “surpreendente”.

Aos eleitores
A Justiça Eleitoral está disponibilizando, nos cartórios eleitorais, a relação com nomes e números de inscrição de eleitores que deixaram de votar nas três últimas eleições. Eles terão um prazo de 60 dias, a contar do dia 7 de março, para comparecer aos cartórios para comprovação do exercício do voto, padamento da (s) multa (s) correspondente (s), ou de justificação de ausência. Quem não cumprir com tais exigências terá o cancelamento automático do título eleitoral, o que pode causar muitas dores de cabeça.

Frase
A esclerose precoce do governo de Jair Bolsonaro parece ter despertado no presidente o demagogo que ele sempre foi e que se encontrava apenas anestesiado em razão de conveniências políticas.
Editorial de ontem do jornal O Estado de S. Paulo, alertando sobre o espectro do populismo que ronda o atual governo