EDITORIAL

O que temos, o que queremos

“Quem tudo quer nada tem”

Convenhamos: ao completar 459 anos de fundação, a nossa Mogi das Cruzes não vive o momento da cidade que queremos, mas está longe, muito longe, de ser um local desprezível. Falta-lhe pouco para se transformar em um exemplo de convivência harmônica, daqueles núcleos aos quais você aporta e diz, de pronto: “que lugar agradável”.

Sim, temos espaços agradáveis por aqui. Seja no núcleo urbano (a Praça Norival Tavares está muito perto para confirmar isso), seja no seu entorno (ali está o Parque Centenário), seja até mais distante (não nos esqueçamos das serras do Mar, com seu Parque da Neblina e Itapeti, com seu Parque Municipal Chiquinho Veríssimo).

Os serviços públicos de saúde prestam atendimento acima da média, quando comparado a cidades com históricos semelhantes. Alguém por aqui, que já tenha vivido em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, pode-nos dar um testemunho? Da mesma forma, a rede estatal de educação atende satisfatoriamente às nossas infância e juventude. É bem verdade, poderíamos ter instituições da área com melhor desempenho. Como é mesmo o dito popular de quem “tudo quer nada tem”?

Talvez pudéssemos ter tido melhor cuidado com nosso planejamento urbano, de forma a permitir uma convivência harmônica entre passado, presente e futuro. Ao longo de décadas menosprezamos essa meta, mas conseguimos preservar tesouros como as igrejas do Carmo e do Bom Jesus, também a Capela de Santo Ângelo.

E construímos escoadouros suficientes para nos trazer, a este 459º aniversário, em situação que, na balança, coloca-nos em posição favorável. Favor não esquecer das rodovias Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga, das avenidas Joao XXIII, Perimetral, das Orquídeas, Júlio Simões, dos túneis sob a linha férrea na Rua Olegário Paiva e Praça Firmina Santana.

Unir o passado e o presente na construção do futuro deve ser um objetivo de todos e não exclusivo do poder público. Nesta seara há empresas locais que fazem jus à sua trajetória.