EDITORIAL

O tempo está contando

Merece apoio a decisão de Mogi disputar a nova fábrica de gigante chinesa

Está completando 20 anos neste ano o resultado vitorioso de uma das participações mais representativas da sociedade civil e do poder público na expansão do polo industrial e na valorização do capital humano e social de Mogi das Cruzes. O resultado da união de esforço foi comemorado em novembro de 1999 quando foi inaugurada a fábrica da GM do Brasil construída em uma das nobres áreas do bairro do Taboão, com a projeção de gerar 500 empregos diretos e fabricar inicialmente peças de estamparia para reposição.

A conquista dessa fábrica foi uma campanha com vários lances decisivos jogados por um time diferenciado, lideranças da indústria e do comércio e dos poderes Executivo e Legislativo de duas diferentes gestões municipais (dos prefeitos Manoel Bezerra de Melo e Valdemar Costa Filho).

Diferente do que se vê hoje, em muitos assuntos ligados à cidade (nem vamos falar de país) havia um interesse único nas mesas de negociação com a multinacional americana: o melhor para Mogi e, particularmente, o um legado do emprego e de geração de renda, negócios e impostos para atender diferentes gerações de mogianos.

Essa luta começou logo depois do anúncio dos planos de expansão da montadora de veículos no Brasil. Lideranças de um conjunto de instituições como a regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), os governos municipal e do Estado e a imprensa, com destaque para o jornal e a rádio Diário de Mogi, tiveram um posicionamento ativo na apresentação e defesa do município na disputa pela nova fábrica, orçada em US$ 150 milhões.

Graças a quem atuou nos bastidores ou não, daquele momento. Mogi tem exemplo a seguir agora quando novamente se lança em uma campanha parecida, conforme divulgou com exclusividade este jornal, na edição de ontem.

Desde o início deste mês começou a contar o tempo a disputa pela segunda fábrica que a gigante chinesa Huawei pretende construir no estado de São Paulo.

É um jogo alto. Um investimento de US$ 800 milhões, a geração de mil empregos diretos e algo ainda mais específico: a inclusão de Mogi das Cruzes na rota das atividades econômicas e industriais nas áreas da tecnologia da informação, a comunicação entre redes, a internet das coisas, etc. Merece todo o apoio a iniciativa da Secretaria Municipal de Desenvolvimento. Mogi tem qualidades a oferecer a uma empresa desse porte.

Nesses 20 anos, outros grandes investimentos foram levados para outras cidades brasileiras. Definitivamente, não foi por falta de escola e experiência que a cidade perdeu a vez.