EDITORIAL

Obras à vista

“As obras da Estrada da Volta Fria e da ponte sobre o Tietê serão objetos de duas licitações”

A notícia divulgada por este jornal em sua edição de domingo traz um alento em relação às obras de melhorias, retificação e pavimentação da esquecida Estrada da Volta Fria e da ponte sobre o rio Tietê, na altura do bairro do Rio Abaixo. A informação de fonte ligada ao DER abre novas luzes sobre a promessa do governador João Doria Júnior (PSDB), que anunciou a este jornal, recentemente, durante visita à cidade de Guararema, a abertura de concorrência pública a partir do início do próximo ano, para a realização de tais serviços.

Uma das novidades trazidas pela reportagem do último domingo é que as esperadas obras serão objetos de duas concorrências públicas. Uma delas, para escolha da empreiteira ou consórcio que cuidará especificamente das melhorias e asfaltamento do trecho que vai da Avenida Perimetral até o acesso à Avenida Guilherme Giorgi, no distrito de Jundiapeba. A outra licitação escolherá a melhor proposta para a construção da ponte sobre o Tietê, uma passagem que vem desafiando, ano após ano, governadores e prefeitos mogianos. Os problemas se tornaram cada vez mais crônicos desde que, na administração de Orestes Quércia, entre as décadas de 70 e 80, o antigo Departamento de Obras Públicas (DOP) contratou uma empreiteira que chegou a construir os primeiros pilares de concreto para sustentação da ponte, mas que não foi além disso. Um pedido de falência afastou a companhia em definitivo da ponte, que continuou, durante as décadas seguintes, sendo provisoriamente remendada pela Prefeitura de Mogi para impedir a sua interdição definitiva.

As substituições da madeira que compõe a pista de rolamento não conseguiram impedir a interdição parcial da passagem, onde os ônibus deixaram de circular, há muito tempo, devido a absoluta falta de segurança.

Enfim, o projeto do governo estadual é garantir qualidade e segurança para os usuários daquela via, onde a poeira é companheira dos motoristas em tempos de sol e o barro, nos dias chuvosos. Já os buracos e ondulações, assim como a falta de sinalização e acostamentos, são características permanentes da vicinal.

A se lamentar da notícia do último domingo, apenas o fato de, alegando falta de recursos, o governo estadual não ter ousado um pouco mais no projeto da estrada e da ponte, que poderiam ser duplicadas para suportar um volume maior de tráfego, que certamente ocorrerá, quando as obras estiverem concluídas. Por mais de uma vez, chamamos atenção para isso nas páginas deste jornal. Falta de aviso aos políticos, decididamente, não foi.

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