INFORMAÇÃO

Obras prometidas, só depois da pandemia

Orçamento do governo está todo voltado para combater o coronavírus

Se depender da opinião do deputado federal Marco Bertaiolli (PSD), só depois de passada a fase mais aguda da pandemia é que o Estado voltará a dar atenção para obras que foram prometidas no início do governo de João Doria Júnior (PSDB) e que acabaram, inicialmente, adiadas por conta das dificuldades na obtenção de esperados financiamentos de fontes internacionais. Pois no momento em que o governo se preparava para receber o sinal verde desses empréstimos, eis que surge no horizonte os primeiros sinais da atual pandemia que foram crescendo de forma geométrica e rápida, até se transformarem no verdadeiro caos em que se encontra a saúde pública nos dias atuais. O crescimento absurdo no número de pessoas contaminadas e de vítimas fatais provocado pelo novo coronavírus obrigou o Estado a concentrar suas atenções e direcionar o orçamento de todas as áreas para o combate à doença que, nem assim, consegue atingir a sua curva descendente. Segundo o deputado, enquanto a pandemia estiver absorvendo as atenções do governo, obras como as prometidas para a estrada da Volta Fria, ponte sobre o rio Tietê no Rio Abaixo, e até mesmo o complicado processo de privatização das rodovias litorâneas, que inclui a ligação Mogi-Dutra e seu absurdo pedágio, vão sendo sistematicamente adiadas. Especialmente as duas primeiras, que exigem investimentos atualmente impossíveis de serem feitos em razão da situação da abalada saúde econômico-financeira de São Paulo. Previsão de retomada? Tão difícil quanto saber quando a pandemia vai entrar na curva decrescente ou quando será descoberta uma vacina ou algum medicamento para combater o vírus mortal que hoje assusta todo mundo. Assim, a questão das obras públicas é só mais um reflexo negativo provocado pela pandemia que hoje afeta a economia e outros tantos segmentos da sociedade. Bertaiolli reclama da falta de um grande comando central para a crise, o que faz com que cada Estado tente resolver seus problemas com a doença, dificultando cada vez mais investimentos em outros setores. Há que se esperar, já que esse comando está cada dia mais difícil de ser viabilizado com o material humano existente à frente do atual governo da Nação.

Quarentena

Ainda que absolutamente necessária para não apressar o estrangulamento das vagas nos hospitais para pacientes da Covid-19, a decisão do governador João Doria de estender a quarentena até o final do mês desagradou à Associação Comercial de Mogi. “Estamos de mãos atadas, pois não há como deixar de seguir o decreto estadual e o municipal. Entendemos que a saúde está acima de tudo, mas os prejuízos são incalculáveis”, disse o presidente Marco Zatsuga, ao comentar a frustração pela não concretização da esperada flexibilização. A saída é continuar apostando nas vendas eletrônicas.

Comunicação

Fora da Prefeitura desde que sentiu os primeiros sinais da contaminação pelo novo coronavírus, o prefeito Marcus Melo (PSDB) tem dois sistemas de comunicação para falar com seus assessores mais diretos. Quando o contato é individual, ele se vale do Whatsapp, que permite até mesmo ligações por vídeo. Já nas reuniões com o secretariado, como a de ontem à tarde, Melo recorre ao Zoom, plataforma que permite realizar teleconferências com um número maior de pessoas.

Bancos

Dois projetos de autoria do vereador Caio Cunha (PODE) tramitam pelas comissões antes de serem levados ao plenário da Câmara para votação. Ambos relativos às agências bancárias da cidade. O primeiro exige que elas promovam limpeza frequente nos terminais de autoatendimento, disponibilizando álcool em gel para os clientes, algo que a maioria simplesmente não oferece, ao contrário de lojas, supermercados e afins. O outro quer que as agências disponibilizem funcionários para a manutenção do distanciamento social recomendado nas filas dos bancos.

Visita

Pela segunda vez, durante a atual pandemia, o secretário Henrique Naufel irá comparecer à Câmara. Será hoje a partir das 11 horas, para ser sabatinado pelos vereadores a respeito das medidas que vêm sendo adotadas para conter a pandemia da Covid-19 na cidade. Da outra vez, Naufel esteve acompanhado do prefeito Marcus Melo. Agora irá sozinho atender ao convite que lhe foi formulado pelo vereador Mauro Araújo (MDB).

Frase

“Sai dessa Regina/ Sai dessa meu amor/ A política de hoje/ Não é para amador”.

Marchinha de autoria de João Roberto Kelly, 81 anos, o carioca Rei das Marchinhas de carnaval, em homenagem bem-humorada à sua amiga Regina Duarte, secretária nacional de Cultura


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