ARTIGO

Onda sem mar

Diego Cápua
Não dá para reclamar e sequer podemos pensar em achar ruim dela estar aqui. Chuva, sim, ela está caindo durante este nosso verão e é muito bem-vinda. Sem ela não temos água para beber, regar nossas lavouras e nem mesmo energia elétrica, mas, também temos problemas. Nossas ruas se tornam caóticas, pois o fluxo de carros aumenta, além, dos problemas já conhecidos como de enchentes e buracos pelas ruas. De todos os problemas, este último é o mais revoltante. Por mais que nossa administração municipal se esforce em várias áreas para melhorar a cidade, temos que esse serviço é o que mais demonstra descaso. NEHUMA administração teve o bom senso de chegar e colocar um serviço no mínimo aceitável à nossa disposição.

Antes os funcionários da própria Prefeitura, com seus maquinários, chegavam, viam um buraco, jogavam algumas pás de asfalto e passavam uma máquina para criar um calombo não tão elevado na rua. Hoje vemos o mesmo serviço porco sendo realizado por uma empresa terceira. Triste! De certo os vereadores, secretários e os prefeitos (atual e do passado) não residem em Mogi ou não estejam nem ligando para os problemas que essa situação cause, afinal, não andam de ônibus, não precisam se preocupar.

Também não ligam para o dinheiro desperdiçado, visto que, os buracos que são tapados (não dá para dizer conserto) nas coxas se abrem em poucas semanas, para novamente serem refeitos porcamente. Aquilo é desperdício, dinheiro mau gasto. Fizesse bem feito e aquele trecho de asfalto não seria reparado tão cedo. Isso sem falar que os remendos criam ruas mais onduladas que mar revolto, de forma que para colocá-las em boa situação, apenas um recapeamento completo resolveria o problema.

Quantas pessoas não sacolejam todos os dias dentro de nossos ônibus? Quantas pessoas já não caíram dentro do transporte em razão de ondulações no asfalto mogiano? Não é questão de conforto, é segurança e respeito ao dinheiro público.

Diego Cápua é advogado