DEZ PRESOS

Operação detém suspeitos de integrar a quadrilha da marcha à ré

Operação também apreendeu parte da carga roubada. (Foto: Edson Martins)
Operação também apreendeu parte da carga roubada. (Foto: Edson Martins)

“Aqui tem Polícia”, sintetizou na manhã de ontem Érik Gustavo Ramos da Silva, de 21 anos, apontado pelo delegado titular Alexandre Batalha, do 3º Distrito Policial, em César de Souza, e do Núcleo de Roubos de Cargas, da Seccional de Mogi das Cruzes, como o chefe da gangue Marcha à Ré, autora de 7 ataques a comércio em um mês, sendo 6 em Mogi e um na cidade de Poá. Ontem, durante coletiva à imprensa, em clima de comemoração pelo sucesso das investigações em tempo recorde, a autoridade anunciou o desmantelamento da quadrilha que causou elevados prejuízos e colocou em pânico comerciantes de Mogi, Poá, São José dos Campos e Jacareí.

A colocação ‘aqui tem Polícia’, segundo Érik, é relacionada à rápida ação da Polícia de Mogi para prendê-los. Em conjunto com uma equipe do Serviço Reservado do 17º BPM/M, apoiado pelo tenente-coronel Ary Kamiyama e o coronel Wagner Prado, comandante do CPAM-12, o delegado Alexandre Batalha desenvolveu as buscas em torno da identificação e prisão dos 10 integrantes. “A troca de informações com a Polícia Militar foi fundamental”, garante o delegado.

Na “Operação Marcha à Ré”, que mobilizou 50 policiais, coordenada pelo titular Alexandre Batalha, foram apreendidos três televisores, capacetes, roupas esportivas e outras mercadorias. Segundo a autoridade, os proprietários das lojas Rota 1 e Condomínio compareceram à tarde na Delegacia, reconheceram a quadrilha e receberam seus objetos furtados.

“Em 20 dias de buscas prendemos a quadrilha, 10 estão na prisão, até o receptador. Os objetos furtados foram colocados à venda na internet em vários estados do Brasil por Clayton Pedroso, mas apreendemos muitas mercadorias furtadas em lojas de Mogi que estavam com os criminosos”, detalhou o delegado Alexandre.

Segundo ele, o bando já agia em São José e Jacareí, no Vale do Paraíba, em comércios como Casas Bahia e Lojas Cem. Assim, a gangue resolveu atacar em Mogi. Um deles, o chefe da gangue, Érik, passou a morar na Cidade há três meses.

No último fim de semana, de acordo com a autoridade, “eles pretendiam atacar em Ubatuba, nós fomos à cidade, mas desistiram de invadir a loja. A gangue também iria agir em Mogi de novo e em Suzano, mas abortou os furtos. Eles dividiam os objetos nas casas de alguns. Havia também aqueles que ficavam com as mercadorias”.

O titular Alexandre afirma que “a população deve confiar na Polícia, nós nos empenhamos para garantir a segurança da comunidade. O trabalho foi bem feito e o que a gente espera é que cada envolvido tenha uma longa pena. Por cada crime, o acusado deve pegar cinco anos de reclusão”.

Para ele, a união de esforços das polícias Civil e Militar tem grande valor. “Com a Polícia ou qualquer órgão público agindo sozinho o resultado vai aparecer, mas com todos unidos, isso vai acontecer com maior precisão e rapidez”.

O investigador chefe Luiz Roberto Bourg de Melo ressaltou ontem que atuou no início das diligências e que descobriu impressões digitais em uma vitrine da loja Rota 1, no Mogilar. Com a coleta de fragmentos de digitais papilares e exames realizados pelo perito Hamilton Oliveira, da Polícia Científica, se tornou possível identificar um dos criminosos. “As informações foram repassadas ao Dr. Alexandre, que deu sequência às investigações”, frisou Bourg.

Flagrante
O delegado Alexandre Batalha e o escrivão Alexandre Fernandes autuaram em flagrante por porte ilegal de arma Sidney da Silva Souza, de 27 anos. Os investigadores Maurimar Batalha (chefe) e José dos Passos encontraram ontem, na casa dele, no Bairro Bosque dos Eucaliptos, em São José, uma pistola automática ponto 380, com 11 munições. No local também acharam materiais furtados em Mogi.

O chefe da quadrilha, Érik, explicou que residia a 500 metros da loja Rota 1, no Mogilar, o que tornou muito fácil desaparecer após o furto antes de a Polícia chegar ao estabelecimento. A gangue estudava os ataques às lojas na véspera.

Quatro dos ladrões já haviam sido capturados pela Polícia Militar em São José dos Campos: Jefferson Chamorro Júnior, Luis Henrique Pereira de Souza, Gabriel Macedo da Silva e Douglas de Almeida.

O titular Alexandre diz que apesar disso, todos já tinham sido identificados por ele. Na operação de ontem foram presos: Anthony Victor da Cunha Teixeira, Calebe Rodrigues Moura, Lucas Henrique da Silva Rezende, Clayton Pedroso Araújo – o qual seria o receptador, responsável pela venda dos produtos -, Erik Gustavo Ramos da Silva e Sidnei da Silva Souza.

Os ladrões pareciam tranquilos e faziam piadas ao saberem que os comerciantes estavam em pânico com a ação da gangue. Eles sorriam a todo momento.


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