Orquestra de Sopro ganha apoio

Projeto da 3ª Oficina  de Música para  Instrumento de Sopro e  Percussão é do maestro Allan Caetano, o primeiro beneficiado com a nova lei, conforme anunciao secretário Mateus Sartori / Foto: Arquivo
Projeto da 3ª Oficina de Música para Instrumento de Sopro e Percussão é do maestro Allan Caetano, o primeiro beneficiado com a nova lei, conforme anunciao secretário Mateus Sartori / Foto: Arquivo

Com 44 projetos inscritos e 15 aprovados, a Lei de Incentivo Fiscal para Projetos Culturais começa a mostrar os primeiros resultados. A proposta feita pelo maestro Allan Caetano conta agora com o apoio do Sancet Laboratório Médico. Nos planos está a realização da 3ª Oficina de Música para Instrumentos de Sopro e Percussão e a apresentação de concertos, com a intenção de divulgar a Oficina. Aprovado no mês passado, o projeto levou menos de um mês para que conseguisse captar os recursos, orçado em R$ 137.100,00 necessários para a sua realização. O secretário municipal de Cultura, Mateus Sartori, considera o tempo importante, para mostrar que a Lei realmente pode dar certo.

A Oficina vai ainda oferecer concertos gratuitos de música, com grupos de câmara e sinfônicos. Já as aulas deverão acontecer em diversos bairros de Mogi. “O mais importante do uso dessa Lei é dar empoderamento ao empreendedor cultural. Eles podem levar seus projetos para o lugar que quiserem, fazendo com que os bens culturais cheguem a bairros mais descentralizados, que o poder público muitas vezes tem dificuldade de chegar”, explicou Sartori. Outro projeto de Allan que aguarda investimentos prevê ainda a realização das seguintes apresentações no Município: três concertos no Teatro Vasques, três no Centro Municipal de Formação Pedagógica (Cemforpe) e dois em locais abertos – entre eles, um no aniversário de Mogi das Cruzes e outro no Natal, sendo todos gratuitos.

O secretário destaca também a importância para a economia do Município. “Cada projeto que for realizado vai abrir oportunidades de emprego incríveis. A cada um que for acontecer cerca de 40 novos cargos devem ser gerados e isso movimenta economicamente a Cidade”. Colocar a Lei em prática é uma maneira ainda de mostrar que ela realmente pode funcionar. “Quando a Lei foi regulamentada surgiram dúvidas por parte dos artistas mogianos, porque pensavam que a captação de recursos poderia ser difícil, mas agora estamos mostrando que isso é possível”, completou Sartori.

A Lei

Criada oficialmente em 2014 e regulamenta no ano passado, a Lei de Incentivo Fiscal para Projetos Culturais busca reverter o pagamento de impostos que seriam destinados ao Município, feitos por pessoas físicas e jurídicas, em investimentos para projetos culturais previamente cadastrados. A Secretaria Municipal de Cultura recebeu, até a última quinta-feira, 44 projetos, sendo que 15 deles foram aprovados, seis já foram reprovados e o restante ainda se encontra em análise.

Após a aprovação, os proponentes precisam buscar empresas que tenham interesse em apoiar o projeto. Para quem apoia é um importante meio de divulgação. “Para o empresário é importante poder mostrar sua marca sem que ele tenha um custo adicional, já que estes impostos ele iria pagar à Cidade de qualquer forma. Então, as empresas podem procurar algo que tenha a ver com a sua imagem ou até mesmo com o local que tenha a ver com a marca”, falou Sartori.

Todos os projetos que já foram aprovados podem ser vistos pelo site http://www.cultura.pmmc.com.br/lic/. Lá as propostas encontra-se detalhadas, para que os interessados em investir possam analisá-las. Nas categorias estão música, artes cênicas, acervo de patrimônio, dança, artes visuais, cinema, literatura e arte popular. Ao término dos trabalhos, os responsáveis devem apresentar à Secretaria de Cultura sobre todas as ações executadas, que devem estar alinhadas com o planejamento apresentado inicialmente. (Larissa Rodrigues – Especial para O Diário)


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