INFORMAÇÃO

Os anjos da guarda e a Mogi-Bertioga

É inconcebível tanta demora na solução de graves problemas

Os anjos da guarda encarregados de proteger os usuários da ligação rodoviária Mogi das Cruzes-Bertioga têm trabalhado dobrado e dado conta do recado. Explico: somente uma ajuda extra pode ter impedido a ocorrência de uma tragédia durante os seguidos deslizamentos de encostas registrados no trecho da Serra do Mar cortados pela estrada. Basta um período de chuvas mais intensas para cenas com características de rotina: do alto dos barrancos, veios de água vão descendo e minando a terra progressivamente, até uma mistura de solo, mato, árvores e grandes pedras descer em direção à pista, interditanto-a, total ou parcialmente. Tais fatos vêm se repetindo há tempos e só mesmo um milagre explique o fato de algum veículo não ter sido atingido pelas barreiras, muitas delas envolvendo pedras tão grandes que somente depois de dinamitadas podem ser removias para liberação da estrada. Mais incrível ainda é o fato de as autoridades estaduais não atentarem para riscos tão iminentes. Prova maior disso é a demora na tomada de providências para evitar de vez a ocorrência de tais episódios. Serviços “para inglês ver”, como disse um geólogo entrevistado, domingo, por este jornal, continuam sendo feitos no trecho de serra, onde os índices pluviométricos são os mais acentuados. Tudo muito superficial. Atacam-se efeitos, mas não as causas. Afinal, quando serão feitos os estudos geológicos para definir as obras destinadas a eliminar de vez tais problemas, atacando-os em suas causas. Prometidos há tempos, continuam estagnados na infindável burocracia dos órgãos estatais, dependendo sempre de avaliações, concorrências, e, principalmente, da vontade política, aparentemente inexistente. Enquanto o verão passa e as chuvas caem, um cenário cada dia mais preocupante – aterrorizante mesmo – vai se formando sobre as cabeças dos usuários da rodovia. Nada justifica tanta morosidade em relação a problemas tão graves e urgentes, conforme tem alertado este jornal com insistente frequência. À Secretaria de Logística e Transportes e ao DER, mais um aviso: façam algo para evitar o pior. Afinal, os anjos também tiram férias.

Tabu
Prefeito e vereadores trocaram juras de apoio mútuo no primeiro dia de atividades da Câmara, pós-recesso. Como manda o protocolo da política de boa vizinhança, a data exigiu confraternização. Assuntos mais espinhosos, como o zoneamento da Vila Oliveira, por exemplo, ficaram para uma próxima reunião, ainda sem data para acontecer.

Expresso
Na atual fase do Expresso Leste, o trem funciona de segunda a sexta-feira, das 9 às 15 horas, com intervalo de oito minutos entre os trens. Fora desse horário, continuam sendo realizadas 24 viagens diárias (no início da manhã e à noite). Ao todo, cerca de 120 viagens diárias com os trens do Expresso seguindo da Estação da Luz até a Estação Estudantes, sem necessidade de conexão em Guaianazes. Aos sábados e domingos, as viagens sem transferência entre trens ocorrem durante todo o horário comercial, informa a CPTM.

Comando
Será concluído no próximo dia 14 o processo de chamamento de organizações sociais interessadas em participar da disputa pela administração do Hospital Municipal Waldemar Costa Filho, em Braz Cubas, pelos próximos três anos. Estão aptas a tomar parte do processo as dez OS cadastradas junto à Prefeitura de Mogi. Atualmente, o hospital é administrado pela Pró-Saúde, que poderá participar do chamamento.

Dividido
O mogiano Luiz Bacci renovou seu contrato com a Record por mais três anos, na última terça-feira. O apresentador iniciou sua carreira, ainda garoto, na Rádio Diário de Mogi e passou também pela TV Diário. Ultimamente tem dividido seu tempo entre o programa policial, em São Paulo, e sua avó, com problemas de saúde, em Mogi.

Frase
Tudo foi realizado com muita cautela; não foi nada no “olhômetro”.
José Luiz Freire de Almeida, secretário municipal de Transportes, sobre as mudanças no trânsito do Shangai