MODERNIZAÇÃO

Os projetos para a Mogi das Cruzes do futuro

MUDANÇA TOTAL Revitalização do Mercado abrangeria todo o seu entorno. (Imagem: divulgação - Guilherme Mattos)

MODERNIZAÇÃO Prédios e equipamentos públicos da cidade ganham um toque especial pelo olhar futurístico de profissionais (Clique na imagem para ampliar).

A cidade ruma para os 460 anos, mas com expectativa de modernização de seus equipamentos, seja por meio dos projetos de revitalização ou de novas construções. Profissionais dedicados à arte de projetar espaços enfrentam o desafio de conciliar preservação com desenvolvimento. Algumas construções da área central já exibem o olhar futurístico dos arquitetos. Só aguardam execução.

Um dos prédios é o da antiga estação rodoviária de Mogi das Cruzes, localizado na praça Firmina Santana. Na verdade, esse imóvel conta com três projetos de revitalização selecionados por meio de um concurso promovido por O Diário em parceria com a Escola da Cidade. As propostas, inclusive, são de conhecimento da administração municipal.

A redução no tráfego de veículos no entorno do imóvel e a possível implantação de um circuito cultural, com a previsão de circulação exclusiva para pedestres são. A cidade ruma para os 460 anos, mas com expectativa de modernização de seus equipamentos, seja por meio dos projetos de revitalização ou de novas construções. Profissionais dedicados à arte de projetar espaços enfrentam o desafio de conciliar preservação com desenvolvimento. Algumas construções da área central já exibem o olhar futurístico dos arquitetos. Só aguardam execução.

Um dos prédios é o da antiga estação rodoviária de Mogi das Cruzes, localizado na praça Firmina Santana. Na verdade, esse imóvel conta com três projetos de revitalização selecionados por meio de um concurso promovido por O Diário em parceria com a Escola da Cidade. As propostas, inclusive, são de conhecimento da administração municipal.

A redução no tráfego de veículos no entorno do imóvel e a possível implantação de um circuito cultural, com a previsão de circulação exclusiva para pedestres são destacadas nos projetos que, para a parte interna, sugerem a criação de novos espaços.

Outro imóvel que já conta com proposta de revitalização é o mais antigo centro de compras de Mogi das Cruzes. O Mercado Municipal, eleito em uma pesquisa feita por este jornal em 2017, o melhor de Mogi. Quem assina o projeto é o arquiteto Guilherme Mattos. Também neste caso, a ideia é a modernização de todo o entorno (leia mais nesta página).

A mobilidade urbana também é preocupação desses profissionais, afinal, a área central da cidade quatrocentona é recheada de entraves, como as ruas e calçadas estreitas. Por isso, o arquiteto Paulo Pinhal pensou na transposição da linha férrea, que corta a cidade. Recurso semelhante é proposto para fugir de congestionamentos da Mogi-Bertioga (leia matéria nesta página).

Recentemente, o mesmo Pinhal projetou a modernização das instalações do Cemitério São Salvador. Seria a construção de um prédio para abrigar a administração, sanitários e área de alimentação em substituição à atual construção, que está localizada na Praça Antônio Nogueira. destacadas nos projetos que, para a parte interna, sugerem a criação de novos espaços.

Outro imóvel que já conta com proposta de revitalização é o mais antigo centro de compras de Mogi das Cruzes. O Mercado Municipal, eleito em uma pesquisa feita por este jornal em 2017, o melhor de Mogi. Quem assina o projeto é o arquiteto Guilherme Mattos. Também neste caso, a ideia é a modernização de todo o entorno (leia mais nesta página).

A mobilidade urbana também é preocupação desses profissionais, afinal, a área central da cidade quatrocentona é recheada de entraves, como as ruas e calçadas estreitas. Por isso, o arquiteto Paulo Pinhal pensou na transposição da linha férrea, que corta a cidade. Recurso semelhante é proposto para fugir de congestionamentos da Mogi-Bertioga (leia matéria nesta página).

Recentemente, o mesmo Pinhal projetou a modernização das instalações do Cemitério São Salvador. Seria a construção de um prédio para abrigar a administração, sanitários e área de alimentação em substituição à atual construção, que está localizada na Praça Antônio Nogueira.

Antiga rodoviária deve ser reformada

EXPECTATIVA Prédio da antiga rodoviária vai passar por reforma, afirma a proprietária. (Foto: Elton Ishikawa)

Que o prédio da antiga estação rodoviária de Mogi das Cruzes aguarda a obra de revitalização, tudo bem. Mas enquanto não é possível executar o projeto, que tal uma boa pintura? É o que sugere a moradora Denise Ferreira Prado dos Santos.

Ela reside na área central de Mogi das Cruzes e não se conforma e nem se acostuma com o visual atual do prédio. “Do jeito que está, enfeia a cidade”, alerta. A região central está recebendo intervenções que ajudam a exibir um novo visual. Um exemplo é a Vila Helio, uma iniciativa bancada pelo grupo Marbor de transformar o local em um espaço de convivência.

Na opinião da moradora Denise, o responsável pelo imóvel deveria fazer, pelo menos, uma pintura. Se estiver com alguma dificuldade para executar o serviço, “deveria buscar um patrocinador”, sugere. Estabelecimentos comerciais, como lanchonete, banca de jornais e revistas, sapataria e lojas de produtos variados funcionam no local.

A proprietária do prédio, Maria Aparecida de Mello Calandra, informou que fará uma reforma completa mantendo as características do imóvel. E para isso já contratou os serviços de um arquiteto credenciado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), uma vez que é necessário, segundo ela, obter autorização dos órgãos para realização da obra.

O início dos trabalhos não tem data prevista, mas será “em breve”, já que ela espera a liberação do financiamento da obra para o final deste mês e início de novembro. A intenção é fazer a reforma com os estabelecimentos comerciais em funcionamento, para que não haja prejuízo.

A proprietária do prédio idealizado e construído por seu pai, o empresário José Mario Calandra, defende a preservação do ‘patrimônio histórico’ e, mais do que isso, quer conservar o ‘sonho’ da família Calandra. Seu desejo, inclusive, é denominar o imóvel como Edifício Calandra. Nesse sentido, ela gostaria da colaboração da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes.

Maria Aparecida Calandra prefere não comentar a revitalização proposta para o imóvel por meio de concurso realizado junto a estudantes de arquitetura.

Preocupação também com mobilidade urbana

O arquiteto Paulo Pinhal, autor de projetos e iniciativas que fazem diferença na vida dos mogianos, apresentou há algum tempo, uma alternativa moderna para substituir as cancelas que são um entrave no trânsito da cidade.

Num projeto bastante ousado, ele propôs a elevação da linha férrea a partir do Centro de Mogi, apostando na tecnologia.

“Minha proposta é que tenhamos uma estação elevada e que até César de Souza o trem passe por passarelas elevadas, deixando todo o seu atual leito para se transformar em um parque linear, com ciclovias, atividades esportivas e vários cursos de segurança pessoal, além de proporcionar espaço para a cultura e lazer”, explicou.

A proposta foi divulgada pelo arquiteto quando do fechamento da passagem de nível da rua Dr. Dedodato Wertheimer.

Também é dele a ideia de construir uma segunda pista na rodovia Mogi-Bertioga, sobreposta à atual, para reduzir o impacto da intervenção no Parque Estadual da Serra do Mar. O acesso é composto por pórticos, instalados às margens da estrada, e com lajes estaiadas. Seria possível construir a nova via, sem interromper o tráfego da atual.

Pinhal afirma que “a estrada de cima, no sentido Bertioga, daria ao motorista a bela vista do litoral, e a subida da serra, seria feita pela pista atual, que seria iluminada, com o uso da tecnologia de placas fotovotaicas”. Ele também defende a construção de estruturas para uso das águas pluviais para a despoluição das águas contaminadas pelo asfalto e óleo, antes que elas sejam devolvidas aos rios da Mata Atlântica.

Inovação para toda área do Mercadão

SILVIA CHIMELLO

Quando foi escolhido para fazer o projeto de reurbanização da Praça João Pessoa, atual Largo do Rosário, no início dos anos 2000, o arquiteto Guilherme Mattos fez um amplo estudo para melhorar o aspecto da região central da cidade, com foco na área do Mercado Municipal, um prédio que ele considera sisudo, sufocado, quadrado e sem muitos atrativos.

Para tornar aquela região mais bonita, agradável, onde as pessoas possam circular, interagir com o espaço urbano, elaborou um projeto contemporâneo, com uma nova proposta para a região.

O projeto mantém as características originais do Mercadão, porém, propõe uma grande mudança na área que dá acesso à rua Flaviano de Melo, com a construção de uma praça que se estenderia até a Paulo Frontin.

A intervenção seguiria as mesmas dimensões do prédio do mais antigo centro de compras da cidade, que ocupa o quarteirão entre as ruas Paulo Frontin e uma pequena travessa ligando as ruas Flaviano e Coronel Souza Franco. Todos os imóveis nessa linha até a Paulo Frontin seriam demolidos, com exceção de um deles, que tem valor histórico, chamado de ‘castelinho’.

Em um dos lados da praça, seria construído um edifício comercial. Para evitar uma simples desapropriação dos prédios demolidos, Mattos sugere a transferências dos estabelecimentos para esse local, onde teria espaço para convivência e lazer.

Além das melhorias no aspecto do prédio do Mercadão, haveria aberturas dos boxes para a rua Flaviano. Na parte superior seria construída uma passarela aérea interligada ao novo edifício, permitindo uma maior circulação das pessoas.

O prédio do “castelinho’ seria usado pelo Poder Público. Para o ocupar o espaço, Mattos propõe na parte superior, a instalação de uma Oficina de Projetos Especiais Municipais (Opem), uma espécie de instituto, onde arquitetos e urbanistas pudessem utilizar para planejar e elaborar projetos para a cidade. Na parte térrea funcionaria o Poupatempo. O projeto seria executado por meio de uma Parceria Público Privada (PPP), sem ônus para os cofres públicos.

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