CARTAS

Pai é quem ama e cuida

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, pai não é somente quem nos gerou. A figura paterna pode ser representada pelo tio ou avô que nos criou, e até mesmo pelo padrasto.

Somos do tempo em que não são raros os casos de casais que se apaixonam, têm filhos e terminam o relacionamento, alegando que o amor entre os dois chegou ao fim e que é melhor cada um seguir a sua vida. E, ao encerrar essa “sociedade”, pais e mães nem sempre avaliam as consequências da separação para seus filhos antes de começarem uma nova relação.

Surge assim, a “paternidade afetiva”: o novo parceiro da mãe, que geralmente fica com a criança, acaba por se tornar um verdadeiro pai no dia a dia desse novo núcleo familiar. O mesmo pode ocorrer com o pai separado, que acaba assumindo outro relacionamento também com filhos ou filhas.

O caminho mais comum e natural, porém, é que o avô passe a ser a figura paterna na vida de muitas crianças. Para a criança o avô/pai é uma referência de estabilidade e segurança, aquele “porto seguro” nos momentos difíceis, de turbulência, em seu novo modo de vida.

A experiência comprova que os avós que recebem essa nova incumbência são mais felizes e realizados, porque acabam ganhando uma nova chance de educar, de maneira menos repressiva, sem repetir eventuais erros que tenham cometido na educação de seus próprios filhos. São mais tolerantes e compreensivos, mesmo quando têm que repreender ou corrigir algum comportamento errôneo da criança. Mais do que presença física, toda criança quer e precisa da “paternidade afetiva”, presença amorosa e protetora que comunica o amor de Deus, o Pai das Misericórdias.

José Expedito da Silva

imprensa@cancaonova.com

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