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Pais adotam novas estratégias para economizar na compra do material escolar

PROCURA As papelarias começam a atender os pais, que negociam com os filhos os produtos a serem comprados para o início do ano letivo. (Foto: Eisner Soares)

Parte do material escolar exigido pelas instituições de ensino de Mogi das Cruzes está mais caro neste ano. Reflexo da crise econômica, pais e responsáveis passaram a adotar diferentes estratégias para economizar na compra – que hoje varia de R$100 a R$400. O movimento nas papelarias aumentou nesta semana com a aproximação do início do ano letivo. Segundo lojistas, a expectativa é que a demanda continue intensa nos próximos dias, já que muitas famílias deixam para procurar os produtos na “última hora”.

Pesquisar antes de comprar e solicitar orçamentos é uma forma de agradar os filhos sem pesar muito no bolso, segundo a mogiana Nathalia Morales Ferreira, que foi ontem em busca dos itens pedidos pela escola de seu filho, Benício, de cinco anos, na companhia dele.

Neste ano – o quarto que compra materiais – ela notou um pequeno aumento no preço e na quantidade dos produtos pedidos. “O mais caro foram os jogos pedagógicos e livros”, relata ao contar que gastou aproximadamente R$200 reais na lista, sem incluir o material de higiene e um livro.

Ela dá uma dica para os pais que ainda planejam ir as compras. “Conversem com seus filhos antes, todo mundo sabe que os materiais que eles vão escolher são bem mais caros”. Ciente disso, ela foi ontem as compras com Benício. O combinado foi que ele poderia escolher alguns produtos, enquanto outros seriam decididos pelos pais. “Uma forma de manter o equilíbrio, é tudo questão de conversa”, reforça.

“Cuidar dos materiais também faz toda a diferença, assim dá para aproveitar para os próximos anos”, completa Nathalia.

Já o motorista de aplicativo Marcelo Silva conta que deixou o filho em casa antes de ir à papelaria. Ele relata que pesquisa os preços em várias papelarias da cidade, e neste ano pretende “substituir as marcas mais caras”. A lista de seu filho, de 10 anos, pede 6 cadernos. “metade vai ser de personagem e metade não”, conta.

Ester Utsunomiya, dona de uma das papelarias mais tradicionais da cidade, localizada na região central, viu o perfil dos consumidores mudar com o passar do tempo. “Hoje as pessoas pesquisam mais, temos uma equipe só para cuidar dos orçamentos, que chegam em média a 20 por dia”, comenta.

Segundo Ester, o que não muda é o hábito das pessoas em deixar estas compras para a última hora. “O movimento já estava maior em dezembro, mas começa a ficar forte agora nesse começo em janeiro”, comenta.

“Antigamente as escolas divulgavam a lista de material escolar em janeiro, hoje alguns já soltam a lista em outubro”, conta. “Mesmo assim, muitos pais deixam para só para janeiro”, explica Ester.

Segundo a lojista, o preço que um pai vai gastar para completar a lista hoje varia de R$100 a R$400 reais. “Isso depende muito das escolas, que tem pedido cada vez mais itens, e da escolha dos produtos”, comenta.


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