SUSPEITO PROCURADO

Pais e filho são encontrados decepados em Itaquaquecetuba

Assassino discutiu com bolivianos por causa de pagamento de serviço. (Foto: Reprodução/TV Diário)
Assassino discutiu com bolivianos por causa de pagamento de serviço. (Foto: Reprodução/TV Diário)

A Polícia Civil continuava, na tarde de ontem, sem qualquer pista para localizar o boliviano, cuja identidade não foi divulgada, apontado como autor da execução de uma família do seu próprio país, a qual até o mês passado ganhava a vida na produção de roupas, em Itaquaquecetuba. O corpos encontrados decepados, na noite desta terça-feira, eram do casal Jesus Reynaldo Sanizo e Irma Morante Sanizo, além do filho deles, o garoto Gian Abner Morante Condori. O tríplice homicídio doloso qualificado teve repercussão internacional.

A Polícia apurou que o crime foi motivado por uma discussão trabalhista, considerando que o suspeito estava contrariado com os salários pagos pela família pelo seu serviço. Denúncia em relação ao comportamento do acusado já havia chegado ao conhecimento das autoridades policiais.

Desde dezembro aos Sanizo eram procurados até por parentes da Bolívia, pois haviam sumido misteriosamente. Na noite de segunda-feira, uma denúncia chegou ao conhecimento da Polícia Militar de Itaquá e uma equipe localizou os corpos em uma casa no Jardim Paineira. No seu interior havia malas com os corpos decepados, uma cena inesquecível para os soldados que de certo modo estão acostumados com a violência. Segundo a Polícia Civil, o imóvel servia como depósito de máquinas de uma confecção de roupas.

Um dos familiares do casal, cuja identidade não foi revelada, foi o responsável por abrir as malas e recebeu um ‘choque emocional’, pois no pequeno espaço, no banheiro dos fundos, inicialmente foram vistos sacos plásticos com os cadáveres.

A Polícia Científica realizou a perícia que pode ajudar nas investigações sobre o crime. Não há dúvidas de que os mortos são Jesus, Irma e Gian, porém os corpos foram removidos ao Instituto Médico Legal, em Suzano, para serem cumpridas as formalidades legais.

O criminoso anteriormente fora denunciado à Polícia Federal, no Brasil, e na Bolívia; ele já estaria sendo procurado pela Interpol. Dois homens, os quais teriam auxiliado na ocultação do cadáver, foram ouvidos, na manhã de ontem, na Delegacia Central de Itaquá, e liberados, pois eles engaram as suspeitas e a Polícia Civil segue nas investigações. Foi aberto inquérito e nesse procedimento deve ser solicitada à Justiça a prisão do criminoso.