Papa defende diaconisas na igreja

Para Francisco inova a igreja com mulheres diaconistas. (Foto: Divulgação)
Para Francisco inova a igreja com mulheres diaconistas. (Foto: Divulgação)

O papa Francisco criou nesta terça-feira (2) uma comissão para estudar a possibilidade de permitir que as mulheres sejam diaconisas, uma questão que divide a Igreja Católica e que representaria uma mudança histórica para a instituição.

Na hierarquia, diáconos ocupam o primeiro degrau. Acima, estão padres e bispos.

Embora tenham autorização para pronunciar sermões durante a missa e oficiar batizados, casamentos e funerais, os diáconos não estão autorizados a celebrar a eucaristia, ouvir a confissão dos fiéis ou realizar a unção dos enfermos (extrema-unção).

Os defensores da medida argumentam que as mulheres estão sub-representadas na instituição e que não existe nenhum obstáculo teológico para que voltem a exercer uma função que tiveram nas origens do cristianismo.

Em maio, o papa Francisco disse que “seria bom” que a igreja esclarecesse o ponto. Ao mesmo tempo reafirmou não acreditar que as mulheres possam ser padres, ideia que já havia sido rejeitada de maneira categórica por alguns de seus antecessores.

O Vaticano não informou quando a comissão iniciará os trabalhos nem quando apresentará as conclusões.

O diaconato era uma etapa para o sacerdócio, mas o Concílio Vaticano 2º (1962-1965) restabeleceu o diaconato permanente, acessível a homens casados, que muitas vezes compensam a falta de sacerdotes ou os auxiliam. Em 2014, a igreja contava com 44.500 diáconos permanentes – para 415.000 padres.


Deixe seu comentário