DIOCESE

Paróquias da região terão mais de 3 padres

NA CATEDRAL Emerson, Ricardo, dom Pedro Luiz e Robson durante a cerimônia de ordenação. (Foto: Edson Martins)
NA CATEDRAL Emerson, Ricardo, dom Pedro Luiz e Robson durante a cerimônia de ordenação. (Foto: Edson Martins)

Em cerimônia emocionante e cheia de rituais na manhã de ontem na Catedral de Santana, o bispo dom Pedro Luiz Stringhini comandou a celebração de ordenação presbiteral dos diáconos Emerson Antônio da Silva, Ricardo Nascimento Vergara e Robson Nunes Martinelli.

A igreja ficou lotada com a presença de religiosos, fiéis, familiares e amigos de Mogi e das cidades da região por onde os três religiosos passaram enquanto seminaristas. A missa, com mais de três horas, teve momentos comoventes. Os ordenados não escondiam as lágrimas durante a celebração, uma emoção que contagiou o público.

No altar, ao lado de dom Pedro e do bispo emérito de Mogi, dom Paulo Mascarenhas Roxo, estava a maioria dos padres da Diocese. A missa foi acompanhada por diáconos, seminaristas, freiras e religiosos de várias congregações.

Segundo dom Pedro, a vocação brota no coração de cada um de forma espontânea. Mas ele alega que normalmente os jovens que decidem se tornar padres são de famílias religiosas e desde cedo seguem as doutrinas cristãs. Antes de se tornar padre, o interessado passa por vários processos, que incluem um tempo de permanência no seminário, estudo e preparo, inclusive com atuação em paróquias e comunidades como diáconos antes de assumir o ministério. Quando estão aptos para a missão, participam da ordenação para que sejam ungidos e consagrados a Deus.

Na homilia, o bispo disse que aquele que é ordenado assume a condição religiosa pelo resto da vida, com a missão de enviar boas-vindas e disseminar as palavras de Deus entre os povos. Ele explicou que é uma situação diferente da pessoa que ocupa um cargo ou função temporária durante a vida. “Tu és para sempre sacerdote”, profetizou. Dom Pedro afirma que a missão é apascentar o rebanho, exercer o ministério da palavra, anunciar o Evangelho e celebrar os mistérios de Deus, por isso precisam ser santificados em suas vocações com coração renovado pelo espírito da santidade.

‘É preciso existir sintonia entre o que é missão, o que fazemos e o que somos intimamente. A sintonia entre a consagração e o serviço é o que produz a espiritalidade. Estamos destinados a realizar o sacerdócio para sempre, seja como pároco, vigário, professor, administrador e diversas atividades inerentes à missão: uma vez ordenado, será para sempre sacerdote. A vocação enche a nossa vida de felicidade e sentido, não obstante os desafios, tropeços e pedras que os caminhos podem nos proporcionar. Vamos sempre vencer com a graça de Deus”, declarou.

A cerimônia seguiu normalmente, até que, antes do ofertório, foi realizado o rito da ordenação sacerdotal, com os três chamados à frente do altar, onde se deitaram no chão, em um gesto de humildade e despojamento. Um momento de muitas lágrimas começou quando os familiares foram chamados para levar as novas batinas que eles passarão a usar. Logo em seguida, tiveram suas mãos ungidas. O óleo simbolizou a unção do Espírito Santo, permitindo-lhes exercer as funções exclusivas dos sacerdotes. Depois, os novos sacerdotes receberam a bênção e os cumprimentos dos padres presentes.

Todos eles devem continuar na Diocese. Emerson Antônio da Silva vai atuar em Suzano. Ele é natural de Itaquaquecetuba e fez 35 anos no último dia 14. Atuou como diácono na Paróquia Santa Cruz e Santa Margarida D’Youville, em Ferraz de Vasconcelos e escolheu como lema presbiteral: “Eis que venho Senhor, com prazer faço a vossa vontade” (Sl 38,8-9).

Ricardo Nascimento Vergara tem 30 anos, nasceu em Poá, fez trabalho pastoral nas paróquias da região e foi cerimoniário do bispo em 2016. Atuou como diácono na Paróquia Cristo Redentor, em Itaquá. Ele ainda não se decidiu onde vai atuar, mas segue o lema presbiteral: “E eis que estou convosco todos os dias até o fim dos tempos” (Mt 28,20).

O mogiano Robson Nunes Martinelli decidiu ficar em Itaquá, onde exerceu o ministério diaconal na Paróquia Nossa Senhora D’Ajuda. Tem 26 anos e iniciou o processo vocacional com 16 anos. Seu lema presbiteral é: “Fica conosco Senhor” (Lc 24,29).

A Diocese de Mogi, que mantém hoje 80 paróquias e quase 400 comunidades, conta com 140 padres e religiosos de várias congregações. Desde que chegou a Mogi, em 2013, dom Pedro já ordenou 45 padres.