FLEXIBILIZAÇÃO

Parques de Mogi voltam a reabrir com movimento baixo; “novo normal” exige cuidados extras

PROTOCOLO Controle na entrada e o uso de máscara marcaram o retorno dos frequentadores aos parques de Mogi após quatro meses. (Foto: Natan Lira)
PROTOCOLO Controle na entrada e o uso de máscara marcaram o retorno dos frequentadores aos parques de Mogi após quatro meses. (Foto: Natan Lira)

Mais uma etapa do processo de retomada das atividades em Mogi das Cruzes dentro da fase amarela do Plano SP ocorreu na manhã de ontem com a reabertura dos parques do município, mas tudo ainda não é como antes. O “novo normal” exige a máscara dos frequentadores, que antes mesmo de entrar nos espaços, ainda que na tentativa de espairecer, precisam lembrar que há um vírus em circulação. Antes do portal do Parque Centenário, o maior da cidade, localizado no distrito de César de Souza, o visitante passa pela aferição da temperatura, higieniza as mãos com álcool e então pode acessar o espaço.

A capacidade atual de pessoas no local é de 800 pessoas, a mesma quantidade reservada para o Leon Feffer, no distrito de Braz Cubas, enquanto o Da Cidade, no Parque Santana, pode receber por vez até 200 pessoas. A reabertura controlada ainda não permite que funcionem os quiosques, churrasqueiras, playground, academias da terceira idade, quadras esportivas, bem como os demais locais que possam acarretar aglomeração de pessoas. Os pedalinhos, que são um dos destaques do parque, estavam todos enfileirados e parados.

A prática de esportes individuais como caminhada e bicicleta era o que mais movimentava o lugar, na manhã de sol de ontem. Entre os visitantes estava o casal Ralf e Glaucia Duarte, com 34 e 31 anos, que levaram o filhinho Enrico, de 1 anos e três meses, para dar uma volta pelo lugar.

“A gente está morando aqui perto há quase um ano. Queríamos conhecer antes, mas não deu para vir aqui. Trouxemos o nosso filho porque percebemos que até ele mesmo estava ficando irritado. O playground não estava aberto ainda para ele brincar, mas gostamos bastante do parque”, avaliou Glaucia.

Quem caminha pelo espaço também encontra nas placas de ‘proibido nadar e que informam sobre a localização do espaço um reforço com os protocolos que ressaltam a importância de adotar medidas de prevenção ao novo coronavírus, como o uso de máscara, higienização das mãos e para espirrar ou tossir no braço.

A analista em Recursos Humanos, Renata Ferreira Tsujiguchi, de 40 anos, também contemplava a vista de um dos lagos, que está tomado pelos cisnes. Aos domingos, a visita ao parque era uma das atividades que ela costumava fazer. Já estava com saudades do local. “Ainda precisamos dos cuidados porque o vírus continua circulando, mas, com certeza é um passo importante de reabertura”, conta.

Quem também costumava visitar o parque era o casal Fabíola Albuquerque, de 26 anos, e Diego Santos, de 31 anos. Moradores do Jardim Layr, eles costumava ir ao local para desestressar e também passear com o filho Gael, de um ano e meio. Mas a última vez que em que estiveram por lá, o pequeno ainda nem caminhava. “Hoje ele já está assim correndo por aqui. É muito bom poder voltar, porque ele também gasta um pouco da energia dele, corre, e a gente distrai um pouco também”, diz a mãe.

Os visitantes usavam máscaras, mas alguns insistiam em mantê-las no queixo enquanto realizavam as atividades. O funcionamento dos parques, por enquanto, é de segunda a sexta-feira, das 7 às 13 horas. E os bebedouros estão fechados, por prevenção.

Movimento ainda é baixo

Fábio Palodette

De acordo com a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, 395 pessoas visitaram o Parque Centenário ontem, e 67 o parque Leon Feffer, no primeiro dia da reabertura gradual dos espaços, que ficaram mais de 110 dias fechados, em uma medida de combate a proliferação da Covid-19. O número ficou abaixo do definido pela prefeitura para evitar aglomerações, que estipula um limite de público de 800 pessoas simultaneamente em ambos os equipamentos.

Na avaliação do titular da pasta, Daniel Teixeira de Lima, que visitou ontem os equipamentos, o movimento nos parques foi tranquilo e ordenado. “Todos os visitantes colaboraram e receberam o apoio das equipes, que foram treinadas para garantir a segurança de todos”.

Para Daniel, a abertura dos equipamentos é positiva, visto que as pessoas podem voltar a entrar em contato com a natureza neste momento delicado. “Encaro isso como uma dose extra de esperança, de que a pandemia está passando, porém não podemos nos descuidar e devemos continuar atentos”, pontua.


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