TURISMO

Parques naturais, um luxo de Mogi das Cruzes

QUERIDINHO Um dos pontos mais altos da Serra do Itapeti é o atrativo mais citado por turistas. (Foto: arquivo)

O contato com a natureza e o conhecimento de espécies nativas de fauna e flora são as principais características de certos pontos turísticos em Mogi das Cruzes, como a Ilha Marabá, que foi recentemente reaberta, e o Parque Natural Municipal Francisco Affonso de Mello, na Serra do Itapeti. Perto deste último, está também o Pico do Urubu, ponto mais alto da cidade, que atrai turistas, principalmente, para a prática de esportes ao ar livre, como voar de paraglider ou asa delta. Há ainda o Parque das Neblinas, sendo o único que não é administrado pela Prefeitura, ele é gerido pelo Instituto Ecofuturo, e realiza atividades de ecoturismo, educação ambiental e pesquisa científica.

Pico do Urubu terá um mirante

QUERIDINHO Um dos pontos mais altos da Serra do Itapeti é o atrativo mais citado por turistas. (Foto: arquivo)

Uma série de modificações deverão ser feitas no Pico do Urubu para dar maior estrutura aos visitantes. Para isso, foi aberta em maio pela Secretaria Municipal de Obras uma licitação para definir a empresa que ficaria responsável pelos serviços. A escolhida pela Administração Municipal foi a Lyon Serviços e Manutenção, que fechou o contrato pelo valor de R$ 438.750. No local, será implantado um mirante, amplo estacionamento, centro de apoio ao turista e deck.

Com 1.160 metros de altura, o Pico do Urubu é o ponto mais alto de Mogi das Cruzes e já contou com uma rampa para saltos de asa delta, que foi removida após ação do Ministério Público, que alegou insegurança e falta de fiscalização no local. As atividades de voo livre, entretanto, ainda podem acontecer no local, o que atrai um grande número de pessoas para lá, principalmente aos finais de semana.

Muitos ciclistas e montanhistas e turistas que apenas querem desfrutar de uma vista privilegiada de 360º da cidade também frequentam o espaço. “O Pico do Urubu é o atrativo mais lembrado pelos mogianos quando o assunto é Turismo. De lá, é possível ver a grandeza e a beleza da nossa cidade. Levar obras de infraestrutura para este local é um ganho para a cidade que desde 2017 se tornou Município de Interesse Turístico”, disse o secretário municipal de Cultura e Turismo, Mateus Sartori.

Campo de estudo e regeneração

BELEZAS Na Serra do Mar, Parque das Neblinas é banhado pelas águas do limpíssimo Rio Itatinga. (Foto: arquivo)

Instalado entre Mogi das Cruzes e Bertioga, o Parque das Neblinas tem entrada pelo distrito mogiano de Taiaçupeba. Passando por ela, os visitantes se deparam com um ambiente aonde já foram identificadas 1.246 espécies de plantas e animais, sendo três novas para ciência e 23 ameaçadas de extinção. São 6 mil hectares de área, onde a Mata Atlântica é encontrada em diferentes estágios de regeneração e onde 50% da bacia do rio Itatinga, representada por mais de 450 nascentes, está protegida.

Pertencente ao grupo Suzano, o Parque é uma reserva ambiental, gerida pelo Instituto Ecofuturo, que está completando 20 anos de atividades. No local, além das atividades de ecoturismo, educação ambiental e pesquisa científica, são feitos também o manejo e a restauração florestal, tudo com participação comunitária. Atualmente, o espaço recebe cerca de 300 visitantes mensais, mas já não há mais horários disponíveis na agenda de final de semana. O acesso precisa ser agendado previamente.

Nesta quinta-feira, o Ecofuturo vai realizar uma Oficina de Manejo Comunitário que faz parte de um projeto que visa capacitar os proprietários rurais do entorno da reserva para geração de renda, e já está com as vagas esgotadas. Os temas das oficinas são propostos pelos próprios moradores da região como forma de atender as necessidades daquela área, sempre com foco em questões ambientais. A edição deste mês vai abordar plantas alimentícias não convencionais (PANC’s).

O Parque é também campo para estudo sobre briófitas, tese de doutorado desenvolvida pelo biólogo Wagner Luiz dos Santos para a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que já descobriu que o local abriga espécies raras.

Ilha Marabá quer atrair alunos

NÚCLEO AMBIENTAL A Ilha Marabá pode abriga diferentes tipos de vegetação da várzea da Mata Atlântica. (Foto: Eisner Soares)

Reinaugurada em junho deste ano, a Ilha Marabá serviu como núcleo ambiental desde 2004 e foi desativada em 2013. Depois disso, chegou a abrigar a Coordenadoria Municipal de Turismo, mas agora está aberta novamente para receber os visitantes. A ideia da Secretaria Municipal de Meio Ambiente é de que, além de ponto turístico, o local sirva também como um espaço para a educação ambiental na cidade, com visitas monitoradas, oficinas e cursos. Um de seus diferenciais é a proximidade para quem está na região central já que ele está instalado no bairro do Mogilar.

Para que a inauguração acontecesse, os 13.410m² do local passaram por uma restauração. O imóvel foi todo pintado e, em uma parceria da Secretaria com o Instituto Embu de Sustentabilidade, recebeu novos equipamentos, como uma televisão, um telão e o sistema Wi-Fi para a internet. Entretanto, a principal reforma aconteceu na ponte sobre o trecho do Rio Tietê que passa pela Ilha. Foram investidos R$ 48.785,09 para que a empresa especializada contratada pela Prefeitura pudesse substituir todo o madeiramento e reforçar a estrutura metálica.

Quem for conhecer a Ilha Marabá pode encontrar diferentes tipos de vegetação da várzea da Mata Atlântica, como a Sangra D’água, Tapiá, Guatambu e Guanandi. As espécies são adaptadas e mais resistes ao tipo de solo encontrado por lá, que é úmido. Hoje, o foco principal da pasta de Verde e Meio Ambiente é atrair os alunos das escolas mogianas. Desde que foi reaberto, o espaço tem funcionado de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas.

Parque Municipal tem 5 trilhas

PRESERVAÇÃO O Parque Natural Municipal é considerado um grande viveiro da flora e fauna nativas da Mata Atlântica. (Foto: arquivo)

No Parque Natural Municipal Francisco Affonso de Mello, seus 352 hectares de área abrigam cinco trilhas abertas para quem o visita. Os turistas podem tomar água diretamente de uma das nascentes que encorporam, depois, o Rio Tietê. Ao todo são 18 nascentes por lá, sendo que três podem ser vistas pelo público durante as caminhadas guiadas. Até 1972, estava instalado no lugar o centro de captação de água de Mogi das Cruzes.

Estando na Serra do Itapeti, o local é considerado um grande viveiro da flora e fauna nativas da Mata Atlântica. Sendo assim, é bastante utilizado para pesquisas científicas e a biodiversidade do lugar inclui 372 espécies vegetais, entre árvores, arbustos e orquídeas, 207 espécies de aves, 62 de mamíferos e 40 de anfíbios.

O Parque possui Centro de Visitantes e trilhas interpretativas. Cobras, sapos-dourado, sapos-de-chifre, gatos-do-mato, lagartos, preguiças, saguis e esquilos estão por lá, mas não são encontrados facilmente, já que normalmente se escondem devido ao barulho das pessoas.

Com o foco na educação ambiental por parte da Secretaria Municipal de Verde e Meio Ambiente, os visitantes assistem uma apresentação antes de desbravar o Parque.

O espaço é uma unidade de conservação integrante do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Por este motivo, as visitas são limitadas em 120 pessoas por dia e são feitas por meio de agendamento pelo e-mail parquenaturalmunicipal@pmmc.com.br. Em alguns meses, a agenda de visitantes tem sido ampliada.

Deixe seu comentário