SERVIÇO

Parte dos taxistas de Mogi decide não adotar bandeira dois durante dezembro

ADESÃO PARCIAL Por conta da concorrência e da crise, muitos taxistas abriram mão da bandeira dois. (Foto: Eisner Soares)

Parte dos táxis de Mogi das Cruzes começou a operar com a bandeira dois em período integral no início desta semana. A medida – que possibilita o reajuste temporário do preço do quilômetro rodado –, é facultativa aos profissionais regulamentados, assim, taxistas têm a liberdade de cobrar ou não o valor. Muitos condutores, porém, optaram por não seguir o aumento neste ano, em consequência da atual situação financeira instável do país, além da pressão de empresas concorrentes neste nicho de transportes, que se ampliou nos últimos anos.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, o uso da bandeira dois durante o mês de dezembro está autorizado no Art. 22 do Decreto 17.962 de 2019. Com a medida, o preço do quilômetro rodado sobe de R$2,63 para R$3,93, de acordo com informações do Sindicato dos Taxistas Autônomos de Mogi das Cruzes e Região. Já a hora cobrada pelo tempo parado do serviço se mantém no mesmo valor, em R$40,5.

O taxista Edécio Petracconi relata que trabalha com ambas as bandeiras. “A situação não está fácil para ninguém, por isso, em viagens mais longas opto sempre pela bandeira um, assim como grande parte dos taxistas de Mogi”, garante o profissional.

Petracconi descarta que o motivo de taxistas da cidade preferirem seguir com a mesma bandeira seja exclusivamente a concorrência com empresas do ramo de transportes por aplicativo. “Nós que atuamos na área sabemos que atualmente quem anda de táxi, sempre dá preferência ao táxi, acredito que por causa da segurança oferecida, porém a situação econômica do país não está fácil e todos estão tentando reduzir os gastos, e por isso, fazem menos corridas”, aponta o condutor. “É uma situação que tem piorado nos últimos anos”, completa.

Frota

Atualmente, 184 veículos de táxi estão cadastrados para atuar da cidade, distribuídos para 320 profissionais. Sandro Monfort, presidente do Sindicato dos Taxistas, defende que a bandeira dois é importante para a classe. “Junto com o fim de ano, chegam novos impostos para nós condutores, por isso essa renda extra é importante para ajudar nas despesas”, destaca.

A medida é considerada como uma espécie de décimo terceiro para a categoria. “Esse dinheiro, muitas vezes, é destinado à manutenção dos veículos entre outros gastos da profissão”, explica Monfort, confirmando que apesar das dificuldades, apenas uma parte dos taxistas da cidade optou por utilizar a bandeira dois neste ano para manter o ritmo das corridas e fidelizar a clientela.


Deixe seu comentário