EDITORIAL

Passo importante

Mais de um ano depois, a Prefeitura consegue retomar o processo de doação da área do Centro Esportivo do Socorro ao Serviços Social do Comércio para a implantação de uma unidade do Sesc em Mogi das Cruzes.

O processo anterior foi suspenso por uma decisão judicial que julgou irregular o primeiro modelo de parceria entre o governo municipal e a entidade, que previa a cessão de uso do imóvel para a instalação do serviço projetado para atender por mês cerca de 25 mil pessoas de Mogi das Cruzes e Região, e gerar 500 empregos diretos e indiretos.

A conquista de um Sesc valoriza o capital social da cidade na oferta de atividades esportivas, culturais e de lazer qualificadas. Esse é um norte defendido por quem vê na chegada dessa bandeira um potente aliado na construção e valorização da qualidade de vida regional. Feito mensurado em todos os locais que passaram a contar com um Sesc.

É esperar, agora, os desdobramentos da aprovação do projeto de lei de doação. Se não houver nenhum outro questionamento – o que opositores já acenam – os preparativos para a instalação de uma unidade provisória serão retomados.

A doação do terreno foi uma recomendação do próprio Tribunal de Justiça do Estado e segue o que outras cidades fizeram para garantir a instalação de um Sesc. Tudo leva a crer que o processo de instalação, a partir de agora, seguirá com normalidade.

A expectativa é de se passar a oferecer parte da agenda de atividades à população no segundo semestre do ano que vem. O desenlace das pendências desse processo para Mogi ganhar um Sesc calha com um aceno positivo no cenário nacional.

Ao contrário do que defendeu no início deste ano, o governo federal acena agora para a redução gradual dos custos pagos pelas empresas para a manutenção do Sistema 5, formado por instituições como o Sesi, Senai, Sebrae, Senar, Sesc e outros).

Para desonerar o empresariado, o governo chegou a defender uma redução de 30% a 50% dos valores pagos ao Sistema 5. Agora, já se fala em um percentual menor de desoneração, de até 20%.

Isso interessa a Mogi. A decisão de construção de um Sesc é muito bem ajustada pela instituição. Mesmo assim, a instabilidade do sistema poder afetar um sonho que não é unânime, como se viu até aqui, mas é acaletado por uma parcela da população mogiana.

A questão sobre o Sesc de Mogi começa a deslanchar. Mas deixou fios soltos: ainda resta sanar um dos desdobramentos mesma denúncia que vetou a renovação da cessão de uso do Casarão do Chá à Associação de mesmo nome. Uma decisão de interessa à cultura e a preservação da história de imigração japonesa no Brasil, que ainda está por ser tomada.

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