EDITORIAL

Patrimônio histórico

Um dos mais antigos e simbólicos templos católicos de Mogi das Cruzes e do Alto Tietê, a Catedral de Santana está em reforma para a preservação e recuperação de estruturas como uma de suas torres, a fachada e o sino parado aos dez minutos para as 4 horas há tempos.

Uma das grandes reformas da sede da Diocese de Mogi das Cruzes ocorreu entre 2013 e 2015 quando foram gastos cerca de R$ 600 mil. Desta vez, o projeto é tocado em etapas em resposta às grandes dificuldades econômicas que reduzem o dízimo e as ofertas dos devotos.

Com 900 lugares e capacidade para receber 5 mil pessoas, a Catedral de Santana está no mesmo lugar onde a primeira capelinha dedicada à padroeira da cidade foi construída em 1611, um marco histórico do povoamento de Mogi das Cruzes. Em 1902, com o crescimento da cidade, a igreja matriz foi construída. Meio século depois, com as estruturas comprometidas, o monsenhor Roque Pinto de Barros idealizou a construção do prédio atual, inaugurado em 1965.

Inspirado na arquitetura romana, com duas tores, três pórticos em arco na fachada principal, a Catedral de Santana resulta das festas, campanhas e doações de famílias mogianas.

É um patrimônio cultural e religioso porque assim a comunidade quer. São os devotos que contribuíram e contribuem com a doação de recursos financeiros, materiais e mão de obra, e do trabalho voluntário, os responsáveis pela manutenção e conservação de um prédio onde qualquer serviço custa caro por causa de suas características e medidas. As torres, por exemplo, têm 42 metros de altura.

Essa participação comunitária e o comprometimento com a preservação de um patrimônio arquitetônico, artístico e histórico da cidade e do Alto Tietê valorizam a obra coordenada pelo padre Claudio Delfino.


Deixe seu comentário