DIFICULDADE

Pedágio na Mogi-Dutra poderá sobrecarregar outras vias de Mogi

PROPOSTA No processo de concessão da rodovia, está prevista uma praça de pedágio no km 45. (Foto: arquivo)
PROPOSTA No processo de concessão da rodovia, está prevista uma praça de pedágio no km 45. (Foto: arquivo)

O Volume Médio Diário (VDM) de 2018 da Mogi-Dutra (SP 088) mostra que cerca de 45 mil veículos utilizava diariamente a rodovia, nos dois sentidos. Caso o projeto da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) de instalar uma praça de pedágio na altura do quilômetro 45 da rodovia se concretize, esse trânsito poderá se dispersar por outras vias da cidade, gerando impacto nas saídas da cidade que, em horário de pico, já exigem paciência dos motoristas.

Uma alternativa para o motorista que deixa a cidade no Santa Isabel ou Vale do Paraíba é utilizar rodovia Mogi-Guararema. O VDM dela no site do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) era de 7,8 mil veículos, com base nos dados de 2018. Já no trecho municipal da via, a Francisco Rodrigues Filho, que vai até depois do Botujuru, a média diária é de 13,7 mil em dia de semana, e 23,6 mil aos finais de semana.

Já para seguir sentido Suzano, Itaquaquecetuba e até mesmo Arujá, as rotas alternativas são a Avenida das Orquídeas e a Henrique Eroles (SP 066). A Secretaria Municipal de Transportes tem dados apenas da SP 066, no trecho da avenida Lourenço de Souza Franco, com 46 mil veículos por dia de semana e aos finais de semana 85,4 mil – dados apurados após a abertura do Corredor Leste-Oeste, que diminuiu o VDM. Já do corredor, a prefeitura ainda não tem o levantamento d VDM.

O secretário municipal de Transportes, José Luiz Freire de Almeida, ressalta que, caso a proposta de cobrar o pedágio na rodovia Mogi-Dutra seja efetivamente tomada, que a pasta deverá analisar o comportamento do trânsito no decorrer do tempo. “No entanto, existe a expectativa que a intenção de implantação da praça de pedágio no quilômetro 45 da rodovia Mogi-Dutra seja revista, uma vez que o prefeito Marcus Melo, lideranças políticas, industriais, econômicas e da sociedade de todo o Alto Tietê já demonstraram sua contrariedade em relação à iniciativa”, destacou.


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