CARTAS

Pedágio: se colar, colou

Por mais que haja necessidade de se investir nas nossas estradas e que para isso seja necessário ter dinheiro, não se justifica a colocação de uma praça arrecadatória de pedágio na altura do Km 45 da Mogi-Dutra, como deseja a Artesp.

Será que ao programar a instalação do pedágio a agência não levou em conta o grande número de moradores de Mogi das Cruzes que residem em bairros mais distantes, como o Aruã, e que fazem da Mogi-Dutra o seu caminho para duas ou mais viagens diárias de ida e volta para a região central da cidade? Isso sem contar as empresas de mogianos e que estão localizadas no bairro do Taboão, que também é território mogiano.

O objetivo deste pedágio é dividir a cidade, ou penalizar aqueles que moram mais distantes e são responsáveis pelo desenvolvimento de áreas ainda pouco ocupadas do município?

Isso me parece mais aquela história do “se colar, colou”, ou seja, alguns burocratas de plantão na Artesp decidem dividir a cidade com um pedágio, lançam a ideia como definitiva e esperam para ver a reação. Se ninguém chiar, fica tudo por isso mesmo: “Se colar, colou!”.

Também por isso é importante a reação que a cidade, por meio de seus representantes, está adotando em relação ao malfadado pedágio. Uma reação praticamente unânime, que nem o lixão da Galvão conseguiu alcançar já que, à época, havia alguns políticos apoiando aquela iniciativa.

Tudo isso é realmente necessário para se evitar o absurdo pedágio. Só a união de todos vai mostrar aos burocratas do governo que com os mogianos, seus abusos, definitivamente, não colam.

Carlos Sposito de Sousa

Mogi das Cruzes, SP

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