Pedido estudo de impacto sonoro

área  Conselho Gestor deve acompanhar obra do Parque da Cidade / Foto: Jonny Ueda
Conselho Gestor deve acompanhar obra do Parque da Cidade / Foto: Jonny Ueda

Moradores da região do Parque da Cidade entregaram à Prefeitura de Mogi das Cruzes o estatuto para a criação do Conselho Gestor, que deverá ser instituído para acompanhar as obras e, depois da inauguração, o funcionamento do equipamento público, localizado nas antigas dependências do Clube Siderúrgico, no Parque Santana. O grupo também solicitou o projeto acústico para a construção da arena para shows, com as informações sobre a avaliação do impacto sonoro e o levantamento audiométrico.

As informações são da psicóloga Maria de Salete Abib Moraes Boucault, integrante do grupo contrário à instalação de uma arena que possibilite a realização de shows e eventos no local para grandes públicos e que excedam a produção de ruídos acima de 50 decibéis, à noite, e 45 decibéis, durante o dia. Ela ligou para a redação de O Diário, ontem, para comentar a entrevista publicada por este jornal sobre planos da Prefeitura de iniciar a obra na segunda quinzena deste mês.
Outras solicitações, à espera de respostas, pedem os estudos e licenciamento ambiental do borboletário, previsto para o espaço, e o projeto executivo da obra.
Sem esses documentos, afirma Maria de Salete, o Conselho Gestor [formado por 12 representantes dos moradores] se posicionará contrário à execução do projeto. “São exigências legais previstas para esse tipo de projeto. Se seremos os gestores do Parque, teremos de atender às leis. Se não, seremos corresponsáveis por crimes como o de improbidade administrativa”, destaca ela.
Maria de Salete não estima um prazo para o início da construção do novo Parque da Cidade. “Primeiro, queremos ver todos esses documentos, para, depois, tomarmos uma decisão técnica. Se a arena é para pequenos shows, por que ela terá mil lugares e um espaço de 25 metros entre o público e a plateia? Se for construído assim será um desperdício do dinheiro público”, opina.
Ela falou ainda sobre comentários a respeito do posicionamento do grupo de moradores. “Estão dizendo que nós não queremos pobres aqui, veja, o Parque é público e será usado por quem quiser, de onde vier. Agora, somos contra uma arena para 4 mil pessoas, e que não poderá ser usada para a cultura porque a lei [do Silêncio] não permite isso. Se a arena for construída, dessa maneira, estou dizendo, ela será um ‘elefante branco’”.
O Conselho Gestor começa a planejar ações para a atração de estudantes de escolas em oficinas de arte e dança. “São atividades que prestam serviços à comunidade e não uma arena para milhares de pessoas”.
Segundo a Prefeitura, o projeto previsto para ser concluído nos próximos meses terá uma arena para mil pessoas, e as propostas de shows e apresentações são diurnas, no horário de funcionamento do parque, a exemplo do que ocorre no Centenário, em César de Souza. (Eliane José)


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