Pela metade

A revitalização da região central entre as praças Oswaldo Cruz, Sacadura Cabral e a futura Diego Chavedar ganha novo impulso com o término do projeto do Complexo Viário Jornalista Tirreno Da San Biagio, que eliminou as passagens de nível das ruas Cabo Diogo Oliver e Dr. Deodato Wertheimer.

A interdição de um trecho da rua Cabo Diogo Oliver desde sexta-feira foi mais um passo desse processo, que deixará fios soltos. O mais complicado deles é a manutenção do abre e fecha da cancela para o pedestre.

Quando o projeto da passagem subterrânea foi feito, a Prefeitura confiou na execução do projeto de modernização da Estação Mogi das Cruzes, já desenhado naquela época pelo governo do Estado. Por isso, as vias debaixo da linha ferroviária não possuem calçada para o pedestre. Porque a ideia era de se entregar a obra municipal quando a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) também deveria inaugurar a nova estação, com a interligação entre a estrutura nova e o Terminal Central.

O tempo passou. Mogi das Cruzes fez a sua parte. A estação ferroviária continua a mesma, e o pedestre como como antes. O projeto original previa a instalação de escadas rolantes e a interligação entre a Cabo Diogo e a Praça Sacadura Cabral. Era lindo, no papel.

Pior de tudo: não há prazo para a construção da nova estação. A cancela continua abrindo e fechando para o trem passar porque os pedestres ficaram sem alternativa para cruzar os dois lados. A última notícia dada é o chamamento público para aferir o humor do mercado a respeito de uma concessão das estações de Jundiapeba, Mogi e Estudantes para a iniciativa privada. Ou seja, não existe prazo concreto para o fim desse dilema.


Deixe seu comentário