EDITORIAL

Pelo bem-estar de todos

“Quanto menos o vírus circular, melhor para todos”

A experiência dos países com os mais baixos índices de mortes e contágio do novo cornavírus, o Covid-19, mostra o acerto das políticas de saúde pública baseadas no rígido distanciamento social para inibir o avanço da doença. Essas ações precisam ser tomadas agora pelo Brasil porque as previsões das autoridades sanitárias indicam que o número de infectados deve dobrar a cada três dias. O Governo do Estado de São Paulo começou a endurecer as regras de combate no final de semana. Porém, o acerto, a eficácia e o sucesso das medidas dependerão do engajamento das pessoas.

Não é hora de pânico, mas do exercício da racionalidade, da civilidade e da responsabilidade social. Além da rapidez dos governos em orientar a população, a informação de credibilidade e o atendimento às recomendações serão determinantes para frear o pior dos cenários – uma alta procura dos serviços hospitalares por pacientes em estado grave. A razão é simples, amedrontodora e de conhecimento de todos: em condições normais, o nosso sistema público e privado de saúde é caótico.

Agora, quando o vírus começa a circular no Brasil, a prevenção vai poupar a vida e o sofrimento dos indivíduos mais vulneráveis – os idosos e pacientes com câncer e doenças pulmonares e cardíacas, além dos hipertensos e diabéticos.

Quanto menos o vírus circular, melhor para todos. É cedo para se avaliar os reflexos econômicos e sociais desse momento histórico mundial. O que se sabe é que estamos diante de um grande teste sobre a responsabilidade coletiva diante de um fato que expõe as limitações humanas, como bem refletiu o padre Thiago Cosmo, em entrevista a este jornal, no domingo. Da Itália, onde vive, ele afirmou que a pandemia mostra que “todos nós somos limitados, frágeis, não somos eternos”. O momento é de se exercer a empatia, de se colocar no lugar do outro, e cuidar do bem-estar de todos.


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