PLANEJAMENTO

Plano Municipal da Mata Atlântica avalia sugestões

O valor representa o menor índice de desmatamento já registrado desde o início do monitoramento, em 1985. (Foto: Agência Brasil)

Após a apresentação do Plano Municipal da Mata Atlântica (PMMA), realizada no dia 20 de novembro, na Ilha Marabá, o documento está disponível no site da Prefeitura de Mogi das Cruzes para ser lido, analisado e receber sugestões. Os interessados podem fazer contribuições para o plano até março do ano que vem, quando uma reunião do Conselho Mogiano de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Comoma) analisará todas as sugestões e fará a votação do documento.

O secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Daniel Teixeira de Lima, explica que o plano é um instrumento legal que direciona a ação dos municípios na conservação e recuperação da vegetação nativa da Mata Atlântica, previsto pelo artigo 38 da Lei da Mata Atlântica (11.428/06). “O evento de lançamento, na Ilha Marabá, foi um sucesso e recebeu um ótimo público, com estudantes, professores, ambientalistas e autoridades. Agora estamos recebendo sugestões para aprimorar o documento”, explicou. A Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) foi parceira na elaboração do estudo, que traz números, gráficos e imagens da realidade ambiental.

A apresentação do plano ocorreu durante uma reunião ordinária do Comoma e mostrou um diagnóstico amplo e bem elaborado sobre a realidade ambiental de Mogi das Cruzes, com uma série de dados inéditos para o trabalho de gestão na área. Entre outras contribuições, o estudo desenvolveu um Mapa de Calor do município, segundo a cobertura arbórea da cidade. Regiões com mais árvores possuem temperaturas menores, enquanto áreas com menos árvores são mais quentes. A temperatura pode variar em até 14 graus, de acordo com a realidade.

De acordo com Lima, as informações já têm auxiliado a Prefeitura a realizar ações de plantio de árvores, priorizando as regiões com menor cobertura verde. “O Parque da Cidade, por exemplo, já aparece como um ponto verde (mais frio) na mancha urbana da cidade. Isso é resultado da arborização na região”, explicou, lembrando que o parque chega a ter 6 graus a menos do que seu entorno.


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