INVESTIGAÇÃO

Polícia aponta enteados como suspeitos pela morte de homem em Mogi

O assassinato do autônomo Roberto Joaquim de Santana, de 25 anos, em julho último, durante uma festa na casa dele, na Estrada de Santa Catarina, em César de Souza, foi praticado por dois dos seus enteados e ainda um colega deles. A informação ontem, foi do delegado Rubens José Angelo, do Setor de Homicídios de Mogi. Segundo revelou, Roberto foi executado a pauladas e teve a cabeça dilacerada. “Ficou apurado que a vítima (Roberto) não concordou em pagar a carne do churrasco e as bebidas, provocando revolta nos acusados”.

O trio não tinha antecedentes criminais. Walter Aparecido de Oliveira Filho, de 26 anos, e o colega Rubens Gesse da Costa Rosa, de 33 anos, foram capturados em Mogi nesta terça-feira e escoltados ao Setor de Homicídios, onde o delegado Rubens Angelo os indiciou em inquérito por homicídio qualificado. Os dois foram interrogados e informados que contra eles o juiz de Direito Tiago Ducatti, da 3ª Vara Criminal de Mogi das Cruzes, já havia expedido mandado de prisão temporária – a pedido da autoridade.

O terceiro criminoso, Jean Souza de Oliveira, de 23 anos, teria fugido para o Estado de Pernambuco, conforme disse o titular da Homicídios.

Uma testemunha que preferiu omitir sua identidade falou que Jean foi o “mais violento dos três”. Contou que o trio “dilacerou a cabeça de Roberto, quebrou os seus dentes e bateu tanto que um dos olhos saltou para fora”. O ajudante foi atacado no dia 1º julho e morreu no dia 17 no Hospital Luzia de Pinho Melo.

O investigador chefe Marco Antonio empregou na elucidação do crime os policiais civis Celso Moura, Maísa, Moraes, Alexandre, Luciana e Alexandre Pina, assim como a escrivã Milene.