AMEAÇADOR

Polícia captura o ‘maníaco do facão’, suspeito de atacar mulheres em Mogi

Ele foi salvo por uma equipe da PM após ser espancado por populares. (Foto: Laércio Ribeiro)
Ele foi salvo por uma equipe da PM após ser espancado por populares. (Foto: Laércio Ribeiro)

A rápida atuação dos policiais militares Pereira e Souza, da 2ª Companhia, do 17º BPM/M, impediu a morte por linchamento do ex-detento Fernando Henrique Costa Rocha, de 32 anos, ontem, na Vila Brasileira. Ele foi espancado por populares que estravam atrás dele desde segunda-feira, quando armado com um facão atacou a inspetora de qualidade Alessandra da Costa, de 44 anos, num ponto de ônibus na Rua Onófrico Derêncio, no mesmo Bairro onde foi capturado. Ela diz que “reagi para não ser morta e escapei ilesa”.

O criminoso foi medicado no Posto de Saúde, em Braz Cubas, e reconduzido ao 2º Distrito Policial.

O delegado titular Jorge Luis Neves Esteves disse a O Diário que “ele (Fernando) vai responder por tentativa de homicídio, ele será qualificado, indiciado e interrogado, já estou requisitando à Justiça sua prisão temporária e posteriormente no final dos procedimentos a prisão preventiva”.

Ao falar com a reportagem, Fernando Henrique afirmou que “não é nada disso que estão dizendo, não sou maníaco, estava apenas armado com um pedaço de pau e o usei para intimidar a mulher, queria a bolsa dela. Sou viciado em crack e cocaína e apenas queria comprar drogas”.

Para a inspetora Alessandra, “o que ele (bandido) está dizendo não condiz com a verdade. Aguardava o ônibus para ir ao serviço e reagi para não ser morta”.

A Polícia informou que Fernando já esteve 7 anos preso por furtos. A irmã dele, a qual não quis se identificar, lembrou que “o meu irmão é usuário de drogas e tem problemas psicológicos”. Contou que “Fernando mora com o nosso avô no Jardim Universo”.

União
O delegado Jorge Neves frisou que “foi um trabalho conjunto realizado em tempo recorde pelas Polícias Civil e Militar. O criminoso atacou uma mulher, mas diante de sua prisão foi possível evitar outros ataques. Não se pode deixar à solta bandidos com problemas mentais, que representam verdadeiro perigo à população”.

Nesse caso, o delegado Jorge mobilizou a sua equipe liderada pelo investigador chefe Armando Bernardino e formada pelos policiais civis Fernando Ariza e Isaac, além do escrivão João Brito, todos do 2º DP.


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