INVESTIGAÇÃO

Polícia Civil apresenta dois autores de execuções no Alto Tietê

Leonardo acusado de participar da morte Larissa foi preso na Bahia. (Foto: Eisner Soares)
O boliviano Gustavo matou a família porque queria ficar com os negócios. (Foto: divulgação)

Dois crimes esclarecidos pela Polícia Civil foram divulgados na tarde de ontem em coletiva à imprensa, na sede da Seccional, no Bairro do Shangai, em Mogi das Cruzes. São eles: a extradição do boliviano Gustavo Santos Vargas Arias, de 36 anos, acusado de esquartejar a sua família, o casal Jesus Reynaldo Condori, de 39 anos, e Irma Morante Sanizo, além do filho deles, Gian, de 9 anos, sobrinho do assassino. em Itaquaquecetuba, e o assassinato em meio à uma briga da jovem Larrissa Hohana dos Santos, em Suzano, praticado em abril último.

O seccional Jair Barbosa Ortiz se reuniu no encontro com os jornalistas com os delegados Eliardo Amoroso, Cleverson Omena e Eudardo Boigues, titular do Garra, e todos forneceram detalhes dos crimes e das investigações.

Ontem, de acordo com Eliardo Jordão A Polícia Federal chegou ao Brasil procedente de Santa Cruz de La Sierra escoltando Gustavo que matou os seus parentes…

Na Seccional, os policiais civis Pagano (chefe), Duílio e Kleber, do Garra, liderados pelo delegado Boigues apresentaram Leonardo Santos de Oliveira, de 21 anos. Ele foi preso em Itabuna, na Bahia, e escoltado por esta equipe, a Mog. O rapaz é acusado de ajudar Guilherme de Macedo Nascimento, de 25 anos, a agredir Larissa, em Suzano. “Depois, eles jogaram o corpo dela na frente da casa da sogra”, disse o delegado Cleverson, titular do 2º DP, em Suzano, responsável pelas investigações. Guilherme segue foragido. “Nesse caso, estamos ainda aguardando o laudo complementar do IML, pois há suspeita que Larissa morreu de overdose”, afirmou o seccional Ortiz. A irmã de Larissa, uma adolescente, não foi sequestrada, como acreditava a mãe dela. Ela estava junto com o namorado Leonardo na Bahia.

Leonardo, acusado de participar da morte de Larissa, foi preso na Bahia. (Foto: Eisner Soares)

O delegado Eliardo detalhou que o boliviano Gustavo resolveu cometer o crime e contou com a ajuda de dois comparsas, já responsabilizados. “Ele estava insatisfeito com o salário pago pelo cunhado e queria tomar conta dos negócios”, falou a autoridade. No final do ano passado, Gustavo matou e esquartejou a família. Os corpos foram encontrados em uma casa pela Polícia Militar dentro de sacos de lixo.