INVESTIGAÇÃO

Polícia Civil apura denúncia de comerciantes contra associação do Mercado Municipal

Comerciantes denunciam que por vários anos associação cobrou uma taxa acima do valor do convênio médico. (Foto: Arquivo)

Oito proprietários de boxes no Mercado Municipal, na Rua Coronel Souza Franco, na região central de Mogi das Cruzes, formalizaram uma denúncia de estelionato na manhã do último dia 12, na Polícia Civil. Segundo denunciaram, há 30 anos efetuam pagamento de convênio médico através da Associação dos Comerciantes do Merca Municipal, porém, somente agora descobriram que a administração da entidade cobrava taxas mensais acima do valor definido em convênio. O prejuízo é considerado elevado, sendo que cada sócio fazia pagamentos individuais.

O delegado titular Argentino da Silva Coqueiro, do Distrito Central, disse na tarde de sexta-feira a O Diário que “abri inquérito sobre estelionato e inicialmente vou ouvir todas as 9 vítimas e outras que por ventura possam aparecer durante as investigações”.

Ainda segundo ele detalhou, “cada vítima dará a sua declaração e apresentará os recibos das mensalidades pagas já com as taxas cobradas pela Associação”.

Depois de coletar as informações do grupo de comerciantes, o delegado Argentino afirmou que vai ouvir as explicações da autora do crime apontada pelos denunciantes. No Boletim de Ocorrência de nº 199/2019 elaborado na Delegacia de Defesa da Mulher, os nove comerciantes apontaram como a responsável pelo desvio do valor das mensalidades Celma de Deus Pinto, de 42 anos, ex-presidente da Associação dos Comerciantes do Mercado Municipal.

Versão
Procurada pela reportagem na última quinta-feira, Celma de Deus argumentou que “deixei a Associação há 15 dias”. Ela, no entanto, continua proprietária de um box de flores no ‘mercadão’. Indagada sobre a denúncia que paira sobre a sua administração no local que durou 8 anos, a comerciante descartou o seu envolvimento no desvio de dinheiro. “Se realmente houve o problema financeiro que estão dizendo, eu não sou culpada. É bom lembrar que eu presidia a Associação, mas havia toda uma direção como secretários e tesoureiro, aliás a tesouraria é a responsável pela área financeira, portanto, quando for chamada pela polícia vou dizer justamente isso”.

Os comerciantes que dizer ter sido lesados são os seguintes: João Sasaki, de 61 anos, Angelo Teodoro de Souza, de 67 anos, Sawako Seto, de 66 anos, Ronaldo Arlindo de Melo,de 44 anos, Carlos Antônio dos Santos. de 52 anos, Marcos Antonio de Lima, de 66 anos, Vivian Alves Jacob, de 42 anos, e Lidiane de Lima Rodrigues, de 33 anos.