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Polícia de Mogi procura por ‘homem-aranha’, suspeito de escalar prédios e furtar apartamentos

Delegado pede que moradores de apartamentos fechem as janelas até o suspeito ser capturado. (Foto: Divulgação)
Delegado pede que moradores de apartamentos fechem as janelas até o suspeito ser capturado. (Foto: Divulgação)

Um ano e três meses após a prática do primeiro crime em Mogi de um ladrão apelidado pela polícia como ‘Homem-Aranha’ por escalar e agir no Condomínio Felicitá, no Alto do Ipiranga, o delegado titular Argentino da Silva Coqueiro, do Distrito Central, e o investigador Luis Roberto Bourg de Mello estão diante de uma ocorrência semelhante. No último dia 19, o comerciante Fabrício Noronha, de 45 anos, morador em um dos apartamentos do Edifício Beverly Hills, na Rua Jair Salvarani, na Vila Oliveira, procurou a delegacia para informar que foi vítima de um criminoso que entrou pela janela da varanda no segundo andar e pegou de sua carteira R$ 250,00 e ainda levou o seu celular.

As câmeras de monitoramento do prédio registraram a cena. Na madrugada de 7 de junho, um marginal, depois do furto no apartamento do comerciante, subiu até o quarto andar, onde abandonou no patamar a bolsa de Fabrício.

“Ele desceu sem problemas, a imagem mostra isso, mas infelizmente, a resolução é baixa, o que dificulta a visibilidade do suspeito”, disse a O Diário o delegado Argentino Coqueiro.

Para a autoridade não há dúvidas de que “há muitas semelhanças no modo de agir do ladrão que invadiu o apartamento do padre Alessandro Campos em 2017 e este que invadiu o prédio na Vila Oliveira”.

O titular Argentino orienta que “até que este marginal seja preso é aconselhável que os moradores dos edifícios deixem fechadas as janelas dos seus apartamentos, principalmente à noite”.

O criminoso é hábil na análise do delegado e tem o cuidado de entrar nos apartamentos sem danificar as janelas ou algo mais. “Por isso, estamos suspeitando do ladrão que entrou no apartamento do padre Alessandro. É raro ter um bandido que age no estilo Homem-Aranha”.

A Polícia Civil está envolta em um trabalho de buscas intenso. O ‘Homem-Aranha’ capturado no ano passado ao cometer furto no Condomínio Felicitá não tinha documentos e se identificou como Renato Fernandes da Silva, de 41 anos. Assim, ele foi autuado em flagrante e recolhido à Cadeia de Mogi.

Na ocasião, o delegado Daniel Miragaia determinou a coleta das impressões digitais do acusado e as encaminhou para o IRGD (Instituto de Identificação), na Capital, porém a resposta retornou à delegacia como ‘negativa’.

O investigador chefe Bourg explicou à reportagem que “o ladrão mencionou ao ser preso que era de Belo Horizonte. O delegado Argentino mandou enviar uma precatória para a polícia daquela cidade visando localizar o suspeito que deu nome falso. Os policiais de lá, então, encontraram o verdadeiro Renato Fernandes. Ao comparecer na delegacia ele disse que jamais esteve em Mogi das Cruzes e nem sabe onde fica a cidade. Além disso, ele é deficiente físico, pois teve uma das pernas amputadas, também ficou surpreso em ver o seu nome envolvido num crime”.

Segundo o investigador chefe Bourg, “já foi enviada a planilha datiloscópica do ‘Homem-Aranha’ de Mogi para ser feito confronto no Instituto de Identificação de Minas Gerais. Esta é uma forma para conseguirmos saber quem ele é e poder responsabilizá-lo. Aliás, o juiz que o soltou em 2017 quer agora que a polícia o encontre. As nossas buscas prosseguem”.

Homem-aranha é suspeito de invadir apartamento do padre
A primeira ação do ‘Homem-Aranha’ foi cometida na madrugada de 7 de março de 2017 ao escalar o Edifício Felicitá, na Rua Dr. Campos Salles, no Alto do Ipiranga. Ele subiu no muro externo que faz divisa entre o prédio e outro imóvel para em seguida escalar o condomínio por meio de dois canos de ferro paralelos que percorrem até o último andar. O marginal foi até o terceiro andar e furtou o celular do apartamento de um advogado e logo depois no 6º andar, também pela janela da lavanderia, entrou no apartamento de propriedade do padre Alessandro Campos, que estava vazio e em obras. Alertada pelo barulho, uma moradora chamou a Polícia Militar que prendeu o ladrão. Ele foi autuado em flagrante por furto no Distrito Central e acabou solto pela Justiça após alguns dias.


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