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Polícia Militar prende autores de roubos em banco

A Polícia Militar apreendeu um revólver de brinquedo usado pela dupla, faca, mochila e outros objetos. (Foto: divulgação)

A Polícia Militar agiu de imediato, mobilizou diversas equipes e até o helicóptero Águia, que se descolocou da Capital a Mogi das Cruzes, visando capturar, por volta das 10h30 desta segunda-feira, dois asssaltantes que haviam roubado um dos envelopes com R$ 250,00 da empresa Estapar, responsável pelo estacionamento do Mogi Shopping, no bairro do Socorro. Funcionárias da Estapar realizavam depósitos no valor de R$ 35 mil nas máquinas de autoatendimento do Itaú quando surgiram os dois criminosos. “Na hora, só peguei um envelope, não deu tempo”, relatou a O Diário Gabriel Azevedo de Oliveira Esteves, de 25 anos, depois de ser capturado pelo sargento Policarpo e a policial militar Fonseca, do Grupo de Força Patrulha, da 1ª Companhia, do 17º BPM/M, em um matagal na rua Adolpho Lutz, em César de Souza.

FLAGRANTE Gabriel e Edimilson disseram que planejaram o assalto há 1 mês: eles trabalhavam e não tinham antecedentes. (Fotos: divulgação – Hélio Torchi)

O comparsa de Gabriel, Edimilson Francisco da Silva, de 24 anos, foi preso pelo tenente Rogério e soldado Pereira, do Comando de Força Patrulha. Ele fugiu após o assalto para a casa onde mora com a família, na Vila Moraes.

O tenente Rogério disse que “ao fugir depois do roubo no Itaú e de um veículo BMW que usaram para escapar, ele (Edmilson) retornou para a sua casa, mas chegamos até o seu paradeiro porque foi encontrada a sua mochila debaixo de um veículo no Shopping contendo os seus documentos pessoais, conta de água e luz”.

A Polícia Militar apreendeu um revólver de brinquedo usado pela dupla, faca, mochila e outros objetos. A dona da BMW roubada pela dupla no estacionamento do Mogi Shopping entrou em pânico ao ser assaltada. No final da tarde, já na delegacia, ela não se identificou e preferiu ficar em silêncio.

O técnico Bento da Silva Júnior, de 26 anos, que trabalha para uma empresa que presta serviços a Vivo, contou que “fui rendido pelos dois. Eles me mandaram ir para o banco de trás e amarraram as minhas mãos com um fio. Na hora, me ameaçaram, mostraram uma arma e falaram para ficar quieto. Fui com eles até o Mogi Shopping, o de fui solto e pedi ajuda”.

A Polícia ficou surpresa ao descobrir que Gabriel trabalhava como líder de segurança da empresa Padrão e o colega dele, Edimilson era segurança.

Em nota enviada a O Diário, a assessoria de imprensa do Mogi Shoping esclareceu que “sobre a ocorrência nas dependências de uma agência bancária, o Mogi Shopping informa que juntamente com o lojista está apurando os fatos e colaborando com as investigações”

“Eu estava com mais de 10 mil reais em dívidas”

“Há trinta dias começamos a planejar os assaltos, pois eu estava muito endividado, recentemente sofri um acidente com meu carro na Vila Oliveira e contrai muitas dívidas, fiquei desesperado”, disse a O Diário no final da tarde de ontem, Gabriel Azevedo, de 25 anos, que trabalhava até ontem na empresa Padrão, onde exercia a profissão de líder de segurança no Mogi Shopping.

Ele e o colega de serviço, o também segurança Edimilson Francisco da Silva, de 24 anos, não tinham antecedentes criminais. “A minha mente fraca me fez entrar nessa, eu ganhava no serviço R$ 1700,00”.

Gabriel estava numa das celas da Central de Flagrante, no Distrito Central, e parecia desesperado. “Eu estava acostumado a prender e acabar com discussões entre as pessoas, mas agora estou aqui: preso. Sei que devo dinheiro para a minha mãe e à minha noiva com quem já preparava o casamento”, lamentou.

A Polícia ainda vai investigar, porém Gabriel descartou que “a minha noiva não sabia de nada, troquei mensagens de whatsapp com ela, mas sobre assunto de consultoria, um outro trabalho meu”. Ele disse que tem uma filha, de 3 anos, do seu primeiro casamento.

Não foi descartado por policiais o fato de a noiva de Gabriel torcer para que os assaltos dessem certo. Ainda segundo o líder de segurança, “eu só ia pegar alguns envelopes que estavam sendo depositados no Itaú e acabei não pegando nenhum”. Já Edimilson Francisco afirmou que “só resolvi ajudar o meu amigo”.


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