CÂNCER DE PELE

Policlínica atende 200 pacientes

RESPOSTA Pacientes foram fazer os exames e consultas dadas por professores e médicos residentes da Policlínica, ontem. (Foto: Edson Martins)

Depois das campanhas Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio; Outubro Rosa, de combate ao câncer de mama; e Novembro Azul, de conscientização sobre o câncer de próstata; chegou a vez do Dezembro Laranja, com temas dermatológicos, principalmente câncer de pele. Por isso, durante a manhã e o início da tarde de ontem, cerca de 200 pessoas foram atendidas na Policlínica da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), onde um esquema especial foi montado por médicos e residentes de medicina.

O espaço foi dividido em duas áreas de triagem e contou, pela primeira vez, com a possibilidade de biópsia para casos específicos. Como explica o médico e professor responsável pela campanha, André Pessanha, o evento teve “múltiplas finalidades”. Uma delas é “conscientizar as pessoas, porque o câncer de pele muitas vezes é assintomático, e ao contrário do que muitos pensam pode gerar morbidade na pessoa ou até matar”.

Sabendo destes riscos, a dona de casa Janete Fontana, 61, participou pela terceira vez do programa. “Sou muito clara e já tirei um carcinoma do braço. Agora surgiu uma mancha na testa e vim acompanhar, me prevenir. Aqui o atendimento é legal e não deixa a desejar em nada para o particular”.

A aposentada Marta Braga Nunes, 56, concorda. Ela disse ter uma “pinta escura” no ombro, e como está sem convênio médico, decidiu aproveitar a oportunidade para remover o que a incomoda, já que foi num consultório particular que cobrou o valor de R$ 500 para a remoção, o que “não dá para pagar”.

“Nesse mutirão, motivado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, as pessoas vêm com queixas ou lesões suspeitas que muitas vezes tiram o sono e podem ser algo normal ou câncer de pele, que tem dois tipos, o melanoma e o não melanoma”, explica André.

De acordo com o médico, as principais reclamações são lesões que não cicatrizam, pessoas que tomaram muito sol ao longo da vida ou o surgimento de pintas estranhas. No entanto, por mais que sejam problemas recorrentes, quando identificados precocemente são facilmente curáveis. “90% dos casos conseguem tratamento no âmbito ambulatorial, e somente de 5 a 10% dos casos vão precisar de atendimento multidisciplinar, com oncologista e eventualmente cirurgia oncológica”.

A melhor opção é, então, se prevenir, “fazendo o autoexame” e entendendo que “o sol não é inimigo”. As dicas são simples: evitar os horários de pico solar, das 9 as 16 horas, utilizar chapéu e proteção física, preferir andar pela sombra e fazer uso apropriado do protetor solar, repetindo a aplicação a cada duas horas.


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